Brasil

Novo orienta vereadores a aprovar moções contra Alexandre de Moraes

Partido quer encaminhar manifestações municipais ao STF, Senado, PGR e CNJ para ampliar a pressão política sobre o ministro.

Novo orienta vereadores a aprovar moções contra Alexandre de Moraes

O Diretório Nacional do Novo orientou vereadores a apresentar moções de repúdio ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e encaminhar os documentos às presidências do STF e do Senado, à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A determinação consta da Circular nº 01/2026, assinada nesta quinta-feira, 10, pelo presidente nacional do partido, Eduardo Ribeiro. A estratégia busca levar aos municípios a mobilização política contra Moraes, com a aprovação de manifestações formais pelas Câmaras Municipais.

“Que as Câmaras Municipais do país digam, uma a uma, aquilo que o Senado Federal vergonhosamente se omite em dizer”, afirmou Ribeiro. O partido orienta os vereadores a procurar parlamentares de outras siglas para subscrever as moções em cidades que não tenham representantes do Novo.

Moção aprovada em Joinville

A iniciativa já foi adotada pela Câmara de Joinville (SC). Na quarta-feira, 9, os vereadores aprovaram uma moção dirigida ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com pedido para que o plenário analise um processo de impeachment contra Moraes. A proposta foi apresentada pelo vereador Alisson Julio (Novo), recebeu apoio de parlamentares de diferentes partidos e teve uma abstenção.

Para o Novo, a multiplicação de manifestações municipais pode ampliar a pressão sobre o Senado, que tem competência constitucional para processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade. A legenda afirma que pretende transformar iniciativas locais em uma mobilização nacional.

A circular também menciona uma sessão extraordinária do STF marcada para 15 de setembro. Entre os temas relacionados à crise institucional, a Corte deverá analisar a possibilidade de abrir uma investigação sobre Moraes por causa de informações ligadas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Argumentos apresentados pelo partido

O Novo contesta a duração do Inquérito nº 4.781, relatado por Moraes. Segundo a legenda, o procedimento tramita sob sigilo há mais de sete anos, sem delimitação clara do objeto ou prazo definido para encerramento.

O partido também questiona medidas atribuídas ao inquérito, como a retirada de reportagens do ar, o bloqueio de perfis e plataformas, decisões envolvendo equipamentos de jornalistas e restrições ao sigilo de fonte. A legenda afirma que essas medidas violariam garantias constitucionais.

Outros pontos citados são as prisões cautelares determinadas no caso e os contratos do escritório Barci de Moraes Associados, ligado à esposa do ministro, com o Banco Master. Segundo o Novo, relatório da Polícia Federal mencionado pelo partido indica contratos que somariam 181 milhões de reais.

A legenda ainda questiona a manutenção desses contratos e de contatos reservados enquanto Vorcaro era investigado pela Polícia Federal sob supervisão do Supremo. Para Ribeiro, levar a iniciativa às cidades pode dar voz à insatisfação apontada pelo partido e pressionar o Senado a se mobilizar.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5