Brasil

Ministro aponta supersalários e aposentadorias como prioridade para mudança no funcionalismo

Dario Durigan também defendeu estabilidade para as regras fiscais e juros mais baixos em um eventual novo mandato de Lula.

Ministro aponta supersalários e aposentadorias como prioridade para mudança no funcionalismo
Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (11) que uma eventual reforma administrativa deve começar pela revisão de privilégios no funcionalismo público. A proposta seria discutida em um possível novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, que busca a reeleição em outubro.

Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Band, Durigan colocou no início da agenda o combate aos supersalários e a revisão das regras de aposentadoria. Ele mencionou especificamente os benefícios destinados aos militares como um ponto a ser reavaliado pelo governo.

Desempenho dos servidores

A cobrança por metas e resultados também faria parte da reforma, mas viria depois das mudanças voltadas ao topo da estrutura pública. Na avaliação do ministro, é difícil exigir mais de servidores que recebem os menores salários enquanto permanecem diferenças consideradas privilegiadas.

Durigan citou o caso de um desembargador que pode receber R$ 400 mil por mês, em contraste com trabalhadores que estão na base da remuneração do funcionalismo. “Você tem que coibir privilégio, atacar supersalário, rever regras de benefício de aposentadoria”, afirmou.

O ministro comparou a discussão à aprovação de uma alíquota mínima efetiva de 10% para contribuintes de alta renda. A medida foi aprovada junto com a isenção do Imposto de Renda (IR) para pessoas que ganham até R$ 5 mil.

Política econômica

Durigan disse ainda que uma prioridade para um eventual quarto mandato de Lula seria dar estabilidade às regras fiscais e estabelecer uma estratégia de desenvolvimento econômico para o país. Ele afirmou que o debate público costuma se concentrar nas contas públicas e na taxa de juros, mas defendeu também uma discussão sobre o futuro da economia e as próximas gerações.

Segundo o ministro, o governo buscará juros mais baixos e contas públicas em ordem. Ele também declarou que terá força política para levar as medidas da reforma administrativa ao Congresso.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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