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Anthropic bloqueia usos do Claude ligados a armas, espionagem e extração de dados

Relatório da empresa descreve tentativas de uso militar e cibercriminoso da IA, além de operações atribuídas a grupos russos e chineses.

Anthropic bloqueia usos do Claude ligados a armas, espionagem e extração de dados

A Anthropic afirmou ter impedido usos de seus modelos Claude para apoiar pesquisas relacionadas a armas biológicas, projetos de armamentos convencionais e uma campanha de espionagem eletrônica atribuída a agentes ligados à Rússia contra alvos na Ucrânia. As informações constam de um relatório de inteligência de ameaças que cobre os últimos oito meses.

A empresa também relatou tentativas de laboratórios chineses de extrair recursos dos modelos Claude para aprimorar sistemas próprios. O documento descreve o uso da tecnologia em atividades consideradas maliciosas e registra que o avanço das capacidades de inteligência artificial ampliou os riscos associados à ferramenta.

Armas biológicas e projetos militares

A Anthropic identificou cinco casos em que cientistas utilizaram seus modelos de forma potencialmente relacionada ao desenvolvimento de armas biológicas. Em um deles, um pesquisador de uma região não atendida pela empresa acessou o Claude por meio de uma infraestrutura de servidor virtual privado e passou semanas planejando experimentos para adaptar a gripe aviária a mamíferos.

A companhia não informou as instituições envolvidas, os países onde elas estão sediadas nem os agentes biológicos e métodos específicos considerados nos casos. Depois de detectar o uso indevido, baniu as contas relacionadas e incorporou as descobertas aos processos de proteção, fiscalização e inteligência de ameaças.

O relatório também descreveu o uso do Claude para desenvolver softwares destinados a armas de fogo, mísseis, drones armados, bombas e outras munições, além de sistemas de mira e controle. Os incidentes envolveram operadores na China, na Rússia e no Iêmen, com atividades ligadas ao desenvolvimento de armas, à coleta de inteligência e a aquisições para programas de armamento.

Jacob Klein, chefe de inteligência de ameaças da Anthropic, afirmou que os modelos atuais são mais capazes de auxiliar na otimização de drones e softwares de mísseis do que eram um ano atrás.

Espionagem e ataques digitais

Segundo a Anthropic, criminosos e hackers apoiados por governos passaram a usar inteligência artificial para coordenar e executar grande parte de ataques, enquanto pessoas atuam mais como supervisores. Um grupo teria realizado phishing, sequestro de redes Wi-Fi de hotéis e invasões de contas do WhatsApp contra alvos governamentais, militares e diplomáticos na Ucrânia.

A empresa associou o método ao agente de ameaças Midnight Blizzard, sediado na Rússia e anteriormente ligado pelo governo dos Estados Unidos ao serviço de inteligência estrangeira russo SVR. O grupo teria usado IA para criar um sistema capaz de identificar a detecção de malware e alterar sua programação até evitar as defesas de segurança.

A Anthropic também disse ter interrompido atividades relacionadas a afiliados do coletivo ShinyHunters e ataques de sete laboratórios sediados na China, entre eles Alibaba, Moonshot, DeepSeek e Xiaomi. As empresas não haviam respondido imediatamente aos pedidos de comentário mencionados no relatório.

Acusações contra empresas chinesas

A Anthropic afirmou que operadores ligados ao Alibaba conduziram o maior caso de destilação ilícita identificado pela companhia. A prática consiste em treinar modelos menores com respostas de sistemas maiores, buscando reduzir os custos de desenvolvimento. A empresa disse que a operação pretendia extrair capacidades do Claude para melhorar os modelos Qwen, do Alibaba.

Entre maio e julho de 2026, a Anthropic atribuiu ao Alibaba mais de 151 milhões de trocas, com um pico de quase 3 milhões por dia. As interações teriam partido de mais de 3.500 contas classificadas pela companhia como fraudulentas.

Em outros casos, a Anthropic acusou a Moonshot, responsável pelo chatbot Kimi, e a DeepSeek de redirecionarem conversas ao vivo com clientes por meio do Claude. Algumas dessas conversas poderiam conter informações confidenciais, que teriam sido usadas como dados de treinamento.

O Ministério das Relações Exteriores da China afirmou não ter conhecimento do relatório. O governo chinês, segundo o ministério, defende o desenvolvimento da inteligência artificial para o bem e se opõe à distorção de fatos e a campanhas difamatórias contra o país.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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