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Anthropic bloqueia operações de espionagem e extração de dados ligadas à Rússia e à China

Empresa diz ter interrompido campanhas que usavam o Claude para ataques digitais e para reproduzir recursos de seus modelos de IA.

Anthropic bloqueia operações de espionagem e extração de dados ligadas à Rússia e à China

A Anthropic afirmou ter impedido, nos últimos oito meses, operações que usavam seus modelos de inteligência artificial Claude em campanhas de espionagem, ataques digitais e extração de recursos. Entre os casos estão uma ação suspeita de ligação com a Rússia e iniciativas de empresas chinesas de IA.

A empresa informou que identificou ataques de sete laboratórios sediados na China. Entre os nomes citados estão Alibaba, Moonshot, DeepSeek e Xiaomi. A Anthropic acusa companhias chinesas de tentar obter respostas do Claude para aprimorar seus próprios sistemas.

Destilação de modelos

Segundo a Anthropic, operadores ligados à Alibaba realizaram a maior operação de “destilação ilícita” observada pela empresa. O objetivo teria sido extrair capacidades dos modelos Claude e usá-las no desenvolvimento dos modelos Qwen, da companhia chinesa.

A empresa disse ter atribuído à Alibaba mais de 151 milhões de trocas entre maio e julho de 2026. O volume chegou a quase 3 milhões por dia e teria vindo de mais de 3.500 contas classificadas pela Anthropic como fraudulentas. A destilação consiste em treinar modelos menores com resultados produzidos por sistemas maiores e mais caros, buscando reduzir os custos de treinamento.

A Moonshot, criadora do chatbot Kimi, e a DeepSeek teriam adotado outra estratégia. Em vez de consultas em massa, as empresas supostamente enviaram conversas ao vivo com clientes para o Claude e usaram as respostas como dados de treinamento. Algumas dessas conversas poderiam conter informações confidenciais, afirmou a Anthropic.

Uso em ataques digitais

Em um relatório de inteligência de ameaças, a Anthropic afirmou que criminosos e hackers apoiados por governos passaram a usar a inteligência artificial para coordenar e executar grande parte de ataques digitais. De acordo com a empresa, pessoas atuaram principalmente como supervisoras, e não como operadoras diretas.

Um grupo cujas técnicas seriam compatíveis com as do agente de ameaças russo Midnight Blizzard teria usado o Claude em operações de phishing, sequestro de redes Wi-Fi de hotéis e invasão de contas do WhatsApp. Os alvos incluíam estruturas governamentais, forças armadas e a diplomacia da Ucrânia.

A Anthropic também afirmou que o grupo criou, com inteligência artificial, um sistema capaz de identificar quando o malware era detectado por mecanismos de segurança e reescrever o código para evitar a detecção.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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