Política

Saúde cardiovascular exige atenção das mulheres em todas as fases da vida

Sintomas diferentes, histórico gestacional e mudanças hormonais estão entre os fatores que devem ser considerados na prevenção.

Saúde cardiovascular exige atenção das mulheres em todas as fases da vida

A saúde cardiovascular das mulheres precisa ser acompanhada ao longo de toda a vida, e não apenas depois da menopausa. Em 2024, cerca de 399 mil brasileiros morreram em decorrência de doenças do aparelho circulatório, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e hipertensão, conforme dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

A prevenção deve considerar fatores como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, tabagismo e sedentarismo. Também é importante levar em conta o histórico de gestação, a menopausa, alterações hormonais, doenças ginecológicas, condições inflamatórias e doenças autoimunes.

Sintomas podem variar

A ausência de dor forte no peito não descarta um infarto. Embora dor ou pressão no peito sejam sinais importantes, mulheres também podem apresentar falta de ar, náuseas, vômitos, fadiga e palpitações. Alterações no sono, ansiedade e cansaço podem surgir antes do evento cardiovascular, de acordo com revisões publicadas na European Heart Journal.

“Dor ou pressão no peito continua sendo um alerta fundamental”, afirma Carlos Eduardo Suaide Silva, coordenador de Cardiologia da Dasa. Segundo ele, falta de ar, náusea, vômito, palpitações ou fadiga muito diferente do habitual também merecem atenção, especialmente quando aparecem de forma súbita ou associadas a outros sinais.

Manifestações intensas, súbitas ou diferentes do padrão habitual devem ser avaliadas. Em situações sugestivas de infarto, a recomendação é procurar atendimento médico de emergência imediatamente.

Gestação e menopausa entram na avaliação

A menopausa é uma fase relevante para o cuidado cardiovascular, mas o acompanhamento não deve começar somente nesse período. Complicações durante a gestação, como hipertensão e pré-eclâmpsia, podem estar associadas a maior risco cardiovascular posteriormente e devem integrar o histórico da paciente.

Marcello Bittencourt, cardiologista da Dasa Genômica, explica que essas informações ajudam a compreender o risco de forma mais completa. Para ele, complicações gestacionais podem funcionar como sinais de alerta para um acompanhamento mais cuidadoso ao longo dos anos.

Depois da menopausa, mudanças metabólicas e no perfil lipídico podem tornar ainda mais importante o acompanhamento da pressão arterial, do colesterol, da glicemia, do peso, da atividade física, da alimentação e do histórico familiar. A menopausa, porém, não significa que a mulher necessariamente desenvolverá uma doença cardiovascular.

Exames devem ser definidos individualmente

Não há uma bateria fixa de exames cardiológicos indicada para todas as mulheres todos os anos. A investigação depende da idade, dos sintomas, do histórico familiar, dos fatores de risco e das condições clínicas.

Conforme a avaliação médica, podem ser indicados exames laboratoriais, eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, Holter, MAPA ou exames de imagem. O objetivo é selecionar o método adequado para a questão clínica investigada, evitando tanto exames indiscriminados quanto uma falsa sensação de segurança causada por uma investigação inadequada.

Mesmo mulheres jovens, sem tabagismo e sem excesso de peso não devem esquecer a saúde do coração. Hábitos saudáveis reduzem o risco, mas não o eliminam. Hipertensão, alterações de colesterol, histórico familiar e outras condições podem existir independentemente da idade ou do peso.

Carlos Eduardo Rochitte, cardiologista do Alta Diagnósticos, marca premium da Dasa, ressalta que a proteção associada aos hormônios femininos não é permanente. O acompanhamento deve considerar idade, pressão arterial, colesterol e as particularidades de cada fase da vida.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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