O presidente da federação Psol-Rede Sustentabilidade, Juliano Medeiros, afirmou nesta terça-feira, 8, que consulta partidos de esquerda sobre a apresentação de um pedido coletivo de impeachment contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa foi anunciada após Mendonça determinar o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).
Medeiros acusou o ministro de fazer política por meio de decisões judiciais e de atuar para interferir no resultado das eleições. Em publicação no X, também afirmou que Mendonça estaria blindando aliados e tentando favorecer o retorno do grupo político ligado aos Bolsonaro ao poder. Medeiros é candidato a deputado federal por São Paulo.
“Como presidente da federação PSOL-Rede estou iniciando uma consulta aos demais partidos da esquerda sobre um pedido coletivo de impeachment de André Mendonça”, escreveu. Na mesma publicação, comparou o ministro ao ex-juiz Sergio Moro e disse que ele ultrapassaria os limites de suas atribuições.
Decisão sobre a Polícia Federal
O afastamento de Andrei Rodrigues ocorreu depois da produção de um relatório apócrifo que fundamentou um pedido de investigação apresentado por Alexandre de Moraes contra Mendonça. Moraes atribuiu ao ministro suspeitas de improbidade administrativa, crimes de responsabilidade e abuso de autoridade relacionados ao documento.
No despacho, Mendonça determinou que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos penal e administrativo-disciplinar. As apurações devem verificar como os documentos foram produzidos, quem ordenou sua elaboração, quem os redigiu e se há outros relatórios semelhantes.
O ministro também suspendeu a produção, a elaboração e o compartilhamento, inclusive dentro das instituições, de relatórios de inteligência destinados a analisar atos praticados no exercício das funções jurisdicional, de advocacia pública ou de polícia judiciária.
Nesta terça-feira, Gilmar Mendes pediu vista no julgamento da Segunda Turma do STF que avalia o referendo da decisão. Antes disso, Nunes Marques e Luiz Fux haviam votado a favor da medida. Ainda falta a manifestação de Dias Toffoli, que integra o colegiado. Gilmar pretende divulgar uma nota sobre a crise institucional do Supremo e pedir que o caso seja levado ao plenário da Corte.








