Política

Pedido de vista de Gilmar mantém afastamento de diretor-geral da PF

Interrupção do julgamento no STF não suspende a liminar de André Mendonça que retirou Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Pedido de vista de Gilmar mantém afastamento de diretor-geral da PF
Foto: Luiz Silveira/STF

O ministro Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal sobre a decisão de André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. Com a paralisação, Rodrigues continuará afastado até que a análise seja retomada.

O pedido de vista interrompe a votação no plenário virtual, mas não altera os efeitos da liminar concedida pelo relator. A medida cautelar continua válida enquanto não houver nova decisão do colegiado.

No despacho, Mendonça havia solicitado ao presidente da Segunda Turma, Luiz Fux, a convocação de uma sessão virtual extraordinária para analisar o referendo da decisão. A sessão teria início às 10h00 e término às 23h59, mas não há uma nova data definida após o pedido de vista de Gilmar.

A advogada constitucionalista Vera Chemin afirmou que o afastamento segue em vigor por se tratar de uma decisão monocrática de Mendonça. “O pedido de vista não suspende a decisão de André Mendonça”, disse.

Composição da Segunda Turma

A Segunda Turma do STF é formada por cinco ministros. Além de Gilmar Mendes e André Mendonça, integram o colegiado Luiz Fux, Nunes Marques e Dias Toffoli.

Mendonça já recebeu votos favoráveis de Fux e Nunes Marques. Com a interrupção do julgamento, a votação não foi concluída, e o placar permanece sem definição final.

Gilmar Mendes também pretende divulgar uma nota sobre a crise institucional do Supremo e pedir que a situação seja analisada pelo plenário da Corte.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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