PORTO ALEGRE — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em um ato de campanha no centro da capital gaúcha, que Donald Trump não deve interferir nas eleições brasileiras. Lula disse que, caso o presidente dos Estados Unidos tente influenciar o pleito, perderá.
“Não se meta nas eleições brasileiras, porque se se meter, vai perder”, declarou Lula, ao relatar uma conversa por telefone com Trump. Em seguida, reforçou que nenhum presidente estrangeiro deve interferir nas eleições do Brasil. Os dois devem se encontrar em breve durante a Assembleia Geral da ONU, nos Estados Unidos.
Relação com os Estados Unidos
Lula afirmou que deseja manter uma relação civilizada com os Estados Unidos e mencionou a história diplomática de mais de 200 anos entre os dois países. O presidente também disse respeitar o resultado das eleições americanas e esperar o mesmo em relação ao Brasil.
Durante o discurso, ele afirmou que a extrema-direita tem tentado influenciar eleições na América Latina e classificou Trump como modelo de cabo eleitoral desse campo político.
O presidente também mencionou a crise no Supremo Tribunal Federal e as investigações envolvendo o extinto Banco Master. Repetiu a declaração de que Daniel Vorcaro se tornou banqueiro durante o governo de Jair Bolsonaro e foi preso durante sua gestão. Antes do ato, Lula publicou nas redes sociais: “Abertura total do sigilo. Quem não deve, não teme”.
Homenagens a Brizola
O evento ocorreu no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público de Porto Alegre. O local foi atingido pelas enchentes de maio de 2024 e também recebeu um ato de Lula durante a campanha de 2022, além de uma atividade na véspera da condenação do presidente pelo TRF-4, em 2018.
Participaram do ato o senador Paulo Paim e os ex-governadores e ex-ministros Tarso Genro e Olívio Dutra. No telão, foram exibidas imagens de Lula e Leonel Brizola para apresentar e apoiar a candidatura de Juliana, neta de Brizola, ao governo do estado. O PT indicou Edegar Pretto para vice na chapa.
Juliana afirmou que ela e o avô caminharam separados, mas se uniram quando o Brasil precisou. Em 1998, Lula e Brizola foram candidatos na mesma chapa. Ela também disse que Brizola estaria orgulhoso da união e saudou Lula pela ajuda ao estado durante o pior desastre climático de sua história.








