Política

Atos de 7 de Setembro expõem críticas ao STF e defesa da soberania por Lula

Candidatos de direita criticaram ministros do Supremo, enquanto Lula participou do desfile em Brasília e defendeu decisões nacionais sem interferência externa.

Atos de 7 de Setembro expõem críticas ao STF e defesa da soberania por Lula
Foto: Divulgação

Candidatos à Presidência reuniram apoiadores em atos realizados em Brasília, no Rio de Janeiro e em São Paulo nesta segunda-feira, feriado nacional de 7 de Setembro. Enquanto nomes da direita concentraram críticas na crise do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios e defendeu a soberania nacional.

Lula esteve no evento ao lado do ministro Edson Fachin, presidente do STF, de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e de Hugo Motta, presidente da Câmara. O presidente chegou por volta das 9h10 acompanhado da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. Foi recebido pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Em uma publicação nas redes sociais, Lula afirmou: “Soberania é a liberdade de um povo para escolher seus caminhos, tomar suas próprias decisões e construir seu futuro sem interferências externas”. A mensagem acompanhou uma imagem do desfile e destacou o termo “soberania”.

Críticas ao Supremo

Na avenida Paulista, Flávio Bolsonaro reuniu aliados e apoiadores em um ato contra a reeleição de Lula e contra o ministro Alexandre de Moraes. Ele também declarou apoio ao ministro André Mendonça, relator dos casos Master e INSS, que mantém uma disputa interna com Moraes.

Flávio afirmou que existe um “consórcio” entre Lula e Moraes e disse que, se for eleito, indicará cinco ministros para o Supremo. “Quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, declarou.

Romeu Zema, candidato do Novo, participou pela manhã de uma manifestação na Paulista e criticou ministros do STF. Ele acompanhou a instalação de um painel com a expressão “chega de intocáveis” e fez referência a Moraes.

A crise mencionada pelos candidatos se intensificou após André Mendonça tornar público, na terça-feira (1), um relatório da Polícia Federal com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a Moraes. Dois dias depois, Moraes encaminhou à Presidência da Corte um relatório com indícios de que Mendonça teria interferido e direcionado investigações dos casos Master e INSS. Fachin deu prazo de cinco dias para que os dois ministros prestassem explicações.

Também em São Paulo, Renan Santos, do Missão, criticou a falta de indignação diante das revelações relacionadas ao caso Master e questionou a liderança de Lula e Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

No Rio de Janeiro, Augusto Cury realizou um ato na orla de Copacabana. O candidato criticou Lula e Flávio Bolsonaro, prometeu pacificar o país e defendeu a independência de André Mendonça, Fachin e dos demais ministros para investigar indícios de corrupção. Cury evitou citar Alexandre de Moraes.

Ronaldo Caiado, do PSD, participou do desfile de 7 de Setembro em Goiânia. Ele criticou Lula na área da segurança pública e afirmou que o presidente teria “entregado” o Brasil a facções criminosas.

Na pesquisa Datafolha publicada na semana passada, Lula aparecia com 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 33%. Augusto Cury tinha 8%, Ronaldo Caiado, 4%, e Renan Santos, 3%.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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