A prevenção de problemas cardiovasculares começa antes do surgimento de alterações em exames, aumento da pressão ou outros sinais de alerta. Atividade física, alimentação equilibrada, sono adequado, controle do estresse e acompanhamento médico estão entre as medidas que podem ser incorporadas à rotina.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos façam entre 150 e 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana, ou o equivalente em exercícios mais intensos. A orientação também inclui fortalecimento muscular pelo menos dois dias na semana. De acordo com a organização, qualquer movimento é melhor do que nenhum, enquanto longos períodos de inatividade elevam o risco de problemas cardíacos.
Movimento e rotina
Nelson Lins, especialista em wellness, empresário e fundador da Selfit e da Face Doctor, afirma que o principal desafio da prevenção é transformar a informação em prática de maneira sustentável. Para ele, a atividade física deve ser vista como cuidado com a saúde, e não apenas como uma busca por mudanças na aparência.
Caminhar, subir escadas, pedalar, nadar e fazer musculação são opções para reduzir o sedentarismo. A recomendação é escolher uma atividade que possa ser mantida e reservar espaço para ela na agenda. Em dias corridos, os exercícios podem ser divididos ao longo da jornada, sem a necessidade de concentrar todo o esforço em um único período.
Também é importante reduzir o tempo sentado durante o dia. Levantar para pegar água, caminhar enquanto fala ao telefone e optar pelas escadas são atitudes simples que ampliam o movimento além do horário reservado ao treino.
Alimentação, descanso e acompanhamento
Na alimentação, a orientação é priorizar escolhas equilibradas e possíveis de manter a longo prazo, evitando restrições extremas. A saúde cardiovascular também envolve o controle de colesterol, glicemia e pressão arterial, pontos destacados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em suas diretrizes de prevenção.
O sono e o estresse devem receber atenção. Noites mal dormidas, estresse constante e uma rotina acelerada também afetam o cuidado com o coração. Desacelerar, descansar e recuperar as energias fazem parte da prevenção.
O acompanhamento da saúde permite identificar alterações e agir antes que possíveis problemas avancem. Medir a pressão, realizar exames de rotina e manter acompanhamento com um médico estão entre as recomendações. Algumas condições cardíacas podem evoluir sem sintomas, por isso o cuidado não deve depender do surgimento de dor.
Para Nelson Lins, a prevenção resulta da combinação entre acompanhamento médico e escolhas diárias. Não há uma única medida capaz de resolver todos os problemas: a constância nos hábitos e o cuidado contínuo formam a base de uma vida saudável.









