BRASÍLIA — A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que decidiu trocar Paulo Henrique Costa da presidência do Banco de Brasília (BRB) antes da crise envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita nesta terça-feira, 8, durante a sabatina Diálogos do Setor Produtivo, promovida por entidades empresariais do DF.
Celina disse que Costa não correspondia às demandas regionais de financiamento e não atendia de forma adequada os pequenos empreendedores do Distrito Federal. “Eu disse a ele que iria trocá-lo”, afirmou. De acordo com a governadora, a mudança ocorreria mesmo que o episódio relacionado ao Banco Master não tivesse acontecido.
Nova orientação para o banco
A governadora defendeu que o BRB concentre sua atuação no desenvolvimento do Distrito Federal. A proposta inclui ampliar o acesso a empréstimos para servidores públicos e pequenos empresários, com condições consideradas acessíveis para esses grupos.
“O BRB tem de atuar como banco regional do desenvolvimento do DF”, disse Celina. Ela afirmou que o banco deve oferecer crédito para servidores com juros compatíveis com sua capacidade de pagamento e apoiar pequenos negócios na geração de emprego e renda.
A atuação do BRB durante a crise do Banco Master esteve entre os assuntos discutidos na sabatina. Os participantes também trataram de medidas para facilitar o financiamento de micro e pequenas empresas.
Demandas empresariais e dados econômicos
As entidades empresariais apresentaram outras reivindicações, como a regularização fundiária, sobretudo em áreas rurais; melhorias na mobilidade urbana; logística para o transporte de cargas; revitalização do Setor Comercial Sul; incentivo à economia criativa; apoio aos pequenos negócios; e criação de uma Agência de Investimentos para atrair indústrias ao Distrito Federal.
Dados da Receita Federal citados durante o evento indicam que o DF reúne cerca de 460 mil CNPJs ativos em mais de mil atividades econômicas. O setor produtivo representa 62,6% da economia local, enquanto a administração pública responde por 37,4%. A arrecadação de ICMS e ISS soma 13,1 bilhões de reais.
Dos cerca de 1 milhão de vínculos formais registrados no Distrito Federal, aproximadamente 852 mil estão no setor privado, o equivalente a 80% dos empregos formais.








