O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou uma reunião com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, em meio à crise entre a Corte e a Polícia Federal.
O encontro foi incluído de última hora na agenda oficial de Fachin e está previsto para 14h30, na sede do Supremo. A agenda não informa o tema da conversa. A reunião ocorre enquanto a Advocacia-Geral da União prepara um recurso contra a decisão do ministro André Mendonça que afastou Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da PF.
Mendonça também determinou o afastamento de Leandro Almada, diretor de Inteligência da corporação. As medidas foram tomadas no contexto dos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.
A decisão foi encaminhada à Segunda Turma do STF e já conta com maioria para ser referendada. Votaram nesse sentido o próprio Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques. A análise foi interrompida depois que Gilmar Mendes pediu vista. Dias Toffoli ainda não apresentou seu voto, e a liminar continua em vigor.
Reação na Polícia Federal
A cúpula da Polícia Federal divulgou uma nota conjunta em apoio a Andrei Rodrigues e Leandro Almada. Os diretores rejeitaram acusações de atuação “não republicana” e colocaram os cargos à disposição do diretor-geral substituto.
Fachin tem sido alvo de críticas internas no STF e passou a atuar para administrar o agravamento da crise no tribunal. A reunião com o ministro da Justiça e o chefe da AGU ocorre nesse cenário, com a permanência de Andrei no comando da PF em discussão no Supremo.








