A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta terça-feira ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a suspensão do afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça.
Assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, o recurso sustenta que a decisão pode interferir na competência do presidente da República para nomear e retirar integrantes dos cargos de direção da PF. Para a AGU, a manutenção do afastamento ameaça a organização interna, a continuidade de investigações e outras atividades da instituição.
O pedido ocorre no contexto da disputa no Supremo relacionada às investigações sobre o Banco Master. A decisão de Mendonça foi proferida no processo que reúne questionamentos envolvendo o ministro, integrantes da Polícia Federal e outros membros da Corte.
A AGU também argumenta que o afastamento foi determinado antes da conclusão do procedimento conduzido pela Presidência do Supremo. O órgão questiona ainda o encaminhamento do caso à Segunda Turma do STF. Segundo a manifestação, Mendonça havia indicado anteriormente que a análise deveria ocorrer no plenário, que atualmente conta com 10 ministros.
Pedido de suspensão
A União quer que Fachin interrompa imediatamente os afastamentos, enquanto o Supremo define qual órgão da Corte deverá julgar o caso de forma definitiva. A AGU afirma que existe urgência porque a decisão pode afetar o comando e o funcionamento da Polícia Federal.
Em outro desdobramento, 11 diretores da PF colocaram os cargos à disposição após o afastamento de Andrei Rodrigues. Em manifestação sem mencionar a decisão de Mendonça, o grupo declarou que “interesses políticos-eleitorais não têm poder de apagar a reputação e trajetória profissional” do diretor-geral.








