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Messias afirma que AGU atua dentro de competências e com independência entre Poderes

Advogado-geral da União rebate interpretações sobre sua conduta e cita orientação de Lula para manter padrões éticos e profissionais.

Messias afirma que AGU atua dentro de competências e com independência entre Poderes
Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou neste domingo (6/9) que a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) deve seguir a Constituição, critérios técnicos e os limites legais do órgão. A manifestação ocorre durante a crise institucional relacionada às investigações do Banco Master e às operações Compliance Zero e Sem Desconto.

Messias declarou que decidiu se pronunciar diante de interpretações sobre seus posicionamentos recentes. Ele negou que suas decisões sejam orientadas por relações pessoais e defendeu que os órgãos públicos mantenham diálogo transparente, respeitando suas atribuições.

“Questões de Estado devem ser tratadas à altura dos mandamentos constitucionais, com impessoalidade, fundamento técnico e transparência”, escreveu o advogado-geral da União nas redes sociais. Em outra declaração, afirmou que instituições devem conversar entre si dentro de suas competências e preservando a independência e a harmonia entre os Poderes.

Divergência sobre pedidos da Polícia Federal

Na sexta-feira (4/9), a AGU informou que não tinha competência constitucional ou legal para atender aos pedidos feitos pela Polícia Federal no âmbito das operações Compliance Zero e Sem Desconto. As investigações tratam de suspeitas de fraudes envolvendo descontos associativos no INSS e de irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Os processos são relatados no Supremo Tribunal Federal pelo ministro André Mendonça. A posição da AGU foi mencionada depois que a Polícia Federal registrou, em relatório de inteligência, que o órgão não havia adotado medidas solicitadas contra decisões do ministro.

Messias também afirmou manter diálogo aberto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o advogado-geral, Lula orienta que sua atuação siga os mais elevados padrões éticos e profissionais.

A crise no STF envolve ainda o ministro Alexandre de Moraes. Na quinta-feira (3/9), Moraes enviou ao presidente da Corte, Edson Fachin, documentos produzidos pela Polícia Federal que apontam, “em tese”, possíveis irregularidades na atuação de Mendonça.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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