SOUSA — O Vale dos Dinossauros, em Sousa, na Paraíba, preserva pegadas de animais que passaram pelo sertão há mais de 140 milhões de anos. O local é considerado um dos acervos mais importantes do planeta e recebe visitantes interessados em natureza, história e paleontologia.
As marcas foram formadas quando a área era uma bacia com lagos e lama mole. Com a passagem do tempo, o clima secou, o sedimento endureceu e os formatos dos pés ficaram registrados na rocha. O parque protege o terreno para evitar danos aos fósseis e às pegadas.
Rastros encontrados no parque
O passeio inclui passarelas suspensas próximas ao leito do rio, de onde é possível observar diferentes trajetórias gravadas no chão. Entre os registros estão marcas profundas atribuídas a saurópodes que pesavam mais de nove toneladas, pegadas de três dedos deixadas por terópodes carnívoros e caminhos associados a ornitópodes que se deslocavam em grupos pelas antigas lagoas.
A área de visitação é separada dos espaços destinados à pesquisa. A divisão reduz o risco de que o fluxo de turistas danifique os fósseis espalhados pelo terreno. Cientistas de diferentes partes do mundo visitam Sousa para estudar os vestígios e investigar como viviam os animais que ocuparam a região no passado.
Orientações para a visita
O calor é uma das características do sertão paraibano, sobretudo no meio do dia. Para caminhar pelas passarelas com temperaturas mais amenas, a recomendação apresentada é chegar cedo, por volta de 8h. Protetor solar, chapéu e água também são indicados para o percurso.
O centro de visitantes conta com guias que explicam os registros encontrados nas pedras. Depois do passeio, os restaurantes locais oferecem pratos da culinária nordestina, como carne de sol com mandioca frita.
Sousa também reúne igrejas antigas e praças no centro histórico, opções para uma caminhada no fim da tarde. O destino combina a visita às pegadas com atrações da cidade e uma experiência diferente das praias do litoral paraibano.








