A engenharia de biologia sintética desenvolve micro-organismos capazes de decompor plástico e gerar materiais renováveis. O profissional da área pode receber até US$ 150 mil por ano e trabalha com a alteração do código genético de seres vivos microscópicos.
Na prática, o especialista modifica o DNA celular para transformar bactérias em estruturas capazes de produzir matérias-primas ecológicas. Uma das frentes de atuação é fazer esses organismos digerirem garrafas PET e outros materiais resistentes em poucas horas.
O processo busca retirar resíduos do ambiente e, ao mesmo tempo, gerar subprodutos que podem ser usados na produção de combustível ou de plástico biodegradável. A tecnologia também pretende reduzir a necessidade de petróleo para fabricar novos produtos.
Formação e rotina profissional
A formação pode começar em cursos de biologia, engenharia química ou farmácia. Depois, o profissional precisa buscar um mestrado voltado à genética moderna e à manipulação de moléculas. O conhecimento de programação de computadores também é apontado como requisito, já que simulações digitais ajudam a prever as reações dos organismos antes dos testes em laboratório.
Entre as possibilidades de trabalho estão laboratórios de inovação e empresas dos setores de energia e química. A profissão também está associada ao desenvolvimento de embalagens capazes de substituir materiais baseados em petróleo.
As bactérias modificadas atuam sobre cadeias de polímeros que levariam quatro séculos para se decompor no solo. Com a digestão acelerada, os resíduos podem dar origem a materiais com aplicação industrial.
A carreira reúne biotecnologia, programação e pesquisa laboratorial. Seu objetivo é desenvolver soluções biológicas para o reaproveitamento de resíduos e a produção de matérias-primas renováveis.








