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Doze países barram comércio de produtos de assentamentos na Cisjordânia

Reino Unido, França e outras dez nações anunciam sanções em meio à escalada da violência e às tensões diplomáticas com Israel.

Doze países barram comércio de produtos de assentamentos na Cisjordânia
Foto: REUTERS/Ammar Awad

Reino Unido, França e outras dez nações anunciaram nesta terça-feira a proibição do comércio de produtos fabricados em assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada. A medida amplia as sanções contra Israel e ocorre em meio ao aumento da violência na região.

Além dos dois países europeus, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha e Suécia participarão da iniciativa. Os produtos dos assentamentos são principalmente agrícolas, como alimentos frescos e vinho, e correspondem a uma parcela muito pequena do comércio total de Israel.

Reações e impacto

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, disse que o país não poderia apenas denunciar o sofrimento e a injustiça. Na Câmara dos Comuns, ele defendeu uma atuação contra a expansão dos assentamentos e afirmou que a ocupação da Cisjordânia é ilegal. Londres também considera que há uma limpeza étnica de palestinos em áreas do território.

O comércio bilateral anual entre Reino Unido e Israel movimenta 6 bilhões de libras (US$ 8,12 bilhões), mas o impacto das sanções provavelmente será pequeno. Ainda não está definido como o Reino Unido diferenciará mercadorias produzidas nos assentamentos daquelas fabricadas em Israel.

O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, afirmou que a França encerrará o comércio com os assentamentos israelenses na Palestina. Ele justificou a decisão pela expansão dos assentamentos, pelo aumento da violência de colonos contra palestinos e por atos de terrorismo condenados pelas autoridades israelenses.

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, criticou a medida e a classificou como “discriminação contra o povo judeu”. Ele disse que as sanções poderiam limitar a capacidade britânica de fazer negócios em alguns estados americanos que restringem contratos públicos e investimentos de empresas que boicotam Israel.

Resposta de Israel

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, pediu a expulsão do embaixador britânico em Tel Aviv. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional, solicitou ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu o fechamento do consulado britânico em Jerusalém Oriental, credenciado junto à Autoridade Palestina na Cisjordânia.

O presidente Isaac Herzog acusou o Reino Unido de interferir nas eleições israelenses, previstas para o fim de outubro. O gabinete do primeiro-ministro e o Ministério das Relações Exteriores de Israel não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

As preocupações também envolvem o projeto de assentamento E1, na Cisjordânia, próximo de Jerusalém. A área atravessaria terras reivindicadas pelos palestinos para um futuro Estado independente e, segundo Miliband, ameaça a solução de dois Estados.

Nesta terça-feira, Smotrich anunciou o avanço de planos para construir mil novas moradias em outros dois assentamentos na Cisjordânia. A Organização das Nações Unidas, os palestinos e a maioria dos países consideram os assentamentos ilegais segundo o direito internacional; Israel rejeita essa posição.

Em 2025, o Reino Unido reconheceu um Estado palestino junto com outros países e, em junho, aplicou sanções a redes israelenses ligadas ao financiamento, à facilitação e à prática de violência na Cisjordânia ocupada.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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