LIMA — O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a administração Donald Trump pretende ampliar a atenção ao hemisfério ocidental e estabelecer uma parceria mais próxima com a América Latina. A declaração ocorreu durante uma visita a Lima, no Peru, e uma coletiva conjunta com a presidente Keiko Fujimori.
Rubio disse que os acontecimentos na América do Sul, na América Central e no Caribe têm impacto direto sobre os Estados Unidos. Ao explicar a nova orientação de Washington, afirmou: “Vamos dar prioridade ao hemisfério”.
Cooperação além da segurança
Questionado sobre a continuidade da abertura do governo peruano aos Estados Unidos diante dos investimentos chineses no país, Rubio não mencionou a China nem tratou especificamente do porto de Chancay. O secretário concentrou sua resposta na estratégia americana para a região.
Ele afirmou que a prioridade não seria apenas discursiva ou simbólica: “Não é uma prioridade retórica, nem simbólica, nem cerimonial, é uma prioridade real”. Segundo Rubio, a cooperação deverá incluir, além do Escudo das Américas, iniciativa de segurança regional anunciada por Washington, frentes relacionadas ao comércio e à economia. Nenhum novo acordo foi detalhado durante o encontro.
O secretário também defendeu que os governos parceiros apresentem à própria população resultados concretos da aproximação com os Estados Unidos, tanto na área de segurança quanto nas oportunidades comerciais.
Fujimori afirmou que o Peru continuará mantendo relações comerciais com diferentes blocos, sem escolher um único parceiro. Ela lembrou que o país integra o Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, conhecido como Apec, que também reúne Estados Unidos e China.
A presidente destacou a produção peruana de minerais, produtos pesqueiros e produtos agrícolas destinados aos mercados da Ásia-Pacífico, da Europa e dos Estados Unidos. Fujimori classificou a visita de Rubio e os acordos assinados como o início de uma nova fase nas relações entre Peru e Estados Unidos.
O porto de Chancay é associado à presença econômica chinesa no Peru. A Cosco Shipping Ports controla 60% do terminal, enquanto a Volcan Compañía Minera detém os 40% restantes.








