A Opep+ decidiu manter sem alterações sua política de produção de petróleo para outubro. A decisão foi tomada neste domingo, durante reunião dos sete principais membros do grupo, e divulgada em comunicado da organização.
Participaram do encontro Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Argélia, Cazaquistão e Omã. A reunião ocorreu enquanto o conflito envolvendo o Irã continua interrompendo exportações de petróleo pelo Estreito de Ormuz, o que limita a influência da Opep+ sobre os preços e sua participação no mercado.
Em agosto, o grupo havia aprovado um aumento da produção para setembro e concluído a reversão gradual de um corte de oferta de 1,65 milhão de barris por dia, acordado inicialmente em 2023. Mesmo com os aumentos definidos, a Opep+ ainda produz abaixo das metas estabelecidas devido à guerra.
Cortes e próximos debates
Outra rodada de cortes continua em vigor para a maioria dos membros do grupo, formado por 21 países, até o fim de 2026. Antes de decidir como desfazer essas reduções e recolocar a produção no mercado, a organização precisa avaliar a capacidade de produção de petróleo dos integrantes. A análise servirá para estabelecer as linhas de base de 2027.
Para Jorge Leon, da Rystad Energy, a capacidade de influência do grupo sobre o mercado físico está limitada. “O grupo pode alterar as metas de produção no papel, mas não pode garantir que esses barris serão produzidos ou que realmente chegarão ao mercado”, afirmou.
O debate sobre as linhas de base deve ocorrer no fim de 2026. Também há a possibilidade de a Opep+ interromper os aumentos de produção no quarto trimestre. O comunicado divulgado neste domingo não informou qual será a política do grupo depois de outubro.








