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Irã promete reformas econômicas e ameaça resposta mais dura a novos ataques

Autoridades iranianas dizem que o país enfrenta pressão econômica e alertam os Estados Unidos sobre novas ações militares.

Irã promete reformas econômicas e ameaça resposta mais dura a novos ataques
Foto: Vahid Salemi/AP

O Irã afirmou que vai intensificar os esforços para enfrentar os efeitos das sanções dos Estados Unidos, enquanto autoridades do país ameaçaram responder com mais força a novos ataques. O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que qualquer ação contra os interesses e a segurança iranianos terá uma resposta mais rápida, pesada e dolorosa.

A declaração foi feita neste domingo, após a retomada de ataques entre os dois países. No sábado, o Comando Central dos EUA informou ter atingido três embarcações iranianas, incluindo uma próxima à Ilha de Kharg. A ação ocorreu depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã disparou mísseis balísticos contra dois navios da Marinha dos EUA.

“De agora em diante, qualquer ataque aos interesses e à segurança do Irã receberá uma resposta mais rápida, mais pesada e mais dolorosa”, afirmou Qalibaf em um discurso publicado em seu canal no Telegram. Segundo ele, os Estados Unidos precisam compreender, antes que seja tarde, que as regras do conflito mudaram.

O almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central dos EUA, afirmou que a ação americana impôs um custo econômico ao Irã. A Guarda Revolucionária ameaçou ampliar os ataques contra embarcações militares dos Estados Unidos na região e declarou ter atingido os três navios-tanque, além de três embarcações ligadas aos EUA em outras áreas.

Pressão sobre a economia

Seis meses depois dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, o conflito permanece sem uma solução. Um acordo preliminar de cessar-fogo alcançado em junho fracassou, e houve pouco avanço nas negociações diplomáticas para retomar o processo de paz.

As sanções americanas, o bloqueio às exportações de petróleo e as medidas contra a evasão das restrições financeiras aumentaram a pressão sobre a economia iraniana. Qalibaf citou as oscilações cambiais, a inflação, o desemprego e a gestão do mercado como alguns dos principais desafios internos.

O ministro da Economia, Ali Madanizadeh, afirmou que o governo pretende responder à pressão dos EUA com reformas. Ele rejeitou a possibilidade de que as sanções levem o Irã a mudar de rumo e disse que a responsabilidade pela reforma econômica cabe ao governo e à população iraniana, não ao Departamento do Tesouro dos EUA.

Morteza Zamanian, do Ministério da Economia, afirmou que o “Quartel-General da Guerra Econômica” da pasta ampliou os esforços para solucionar problemas decorrentes da guerra.

Petróleo e Estreito de Ormuz

O Irã é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Antes da guerra, 90% do petróleo bruto iraniano era exportado pelo terminal da Ilha de Kharg. Esse fluxo foi interrompido após o bloqueio americano às vendas de petróleo do país, em meados de abril.

Em 31 de agosto, Trump publicou uma mensagem acompanhada de um vídeo gerado por inteligência artificial que mostrava a Ilha de Kharg sendo destruída. Autoridades iranianas prometeram reagir caso a ilha fosse atacada.

O ministro do Petróleo, Mohsen Paknejad, disse neste domingo que Kharg havia sido atingida cerca de 550 vezes nos meses anteriores, mas continuava operando. O Irã também bloqueou o Estreito de Ormuz, rota por onde passava um quinto do suprimento global de petróleo antes do conflito.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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