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Eleição israelense tem disputa acirrada e pressão por investigação sobre ataque do Hamas

Pesquisas apontam avanço de Gadi Eisenkot e queda do Likud, enquanto Netanyahu nega ter recebido alerta sobre a ofensiva do Hamas.

Eleição israelense tem disputa acirrada e pressão por investigação sobre ataque do Hamas

A eleição legislativa de 27 de outubro será marcada pela disputa entre Benyamin Netanyahu e seus adversários, além da pressão por uma investigação independente sobre informações que o primeiro-ministro teria recebido antes do ataque do Hamas de 7 de outubro. O pleito definirá os 120 assentos da Knesset, o parlamento israelense.

O Haaretz informou que Netanyahu teria sido alertado sobre uma possível ofensiva do Hamas dez dias antes do ataque e não teria repassado os dados às forças de segurança. Líderes da oposição pediram uma apuração independente. Aliados do primeiro-ministro classificam o relato como falso, enquanto Netanyahu nega ter recebido o alerta e ameaça processar o jornal por difamação.

Cenário eleitoral fragmentado

O sistema israelense adota proporcionalidade integral e exige 3,25% dos votos para que uma legenda tenha acesso automático a quatro cadeiras. A multiplicação de pequenos partidos torna necessárias alianças para alcançar a maioria de 61 deputados.

O governo atual reúne o Likud, partidos religiosos e grupos ultranacionalistas. A legenda de Netanyahu está no poder quase ininterruptamente desde 2009 e mantém uma base fiel, apesar da queda apontada por pesquisas recentes. A coalizão transformou a eleição em uma escolha entre apoiar ou rejeitar o primeiro-ministro.

O Yashar, liderado por Gadi Eisenkot, aparece como principal força de oposição. Ex-chefe do Estado-Maior, Eisenkot defende a recuperação da democracia israelense. Ele perdeu um filho na guerra de Gaza em 2023 e participa de uma campanha que busca atrair eleitores contrários ao atual governo.

Naftali Bennett tenta reunir eleitores decepcionados com o Likud por meio do Beyahad, em aliança com Yair Lapid. A composição combina representantes da direita nacionalista e do bloco laico centrista. À esquerda, os Democratas, liderados pelo general Yaïr Golan, defendem a solução de dois Estados, os direitos das minorias e a inclusão do voto árabe na formação de governos.

Segurança e coalizões

As listas partidárias incluem ex-militares, familiares de vítimas do 7 de outubro e parentes de ex-reféns. Segurança, custo de vida e educação estão entre os principais temas dos comícios. Há convergência em torno do endurecimento da política de segurança, mas o bloco contrário a Netanyahu cobra respostas sobre a atuação do governo antes do ataque do Hamas.

Os partidos religiosos terão papel relevante nas negociações. O Shass é aliado tradicional de Netanyahu, enquanto o Hatzionout Hadatit defende a anexação da Cisjordânia ocupada e o fortalecimento do caráter religioso do Estado. Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional e líder do Otzma Yehudit, defende a pena de morte para palestinos condenados por matar israelenses judeus e a ampliação do porte de armas.

A participação dos árabes israelenses também é incerta. Três partidos — Hadash, Taal e Balad — se uniram para superar o limiar eleitoral, e o Raam incluiu o ex-policial Yoav Segalovitz na lista para combater a criminalidade no setor árabe.

Pesquisas recentes do Maariv colocam o Yashar com 25 cadeiras, enquanto o Likud aparece abaixo de 20 pela primeira vez. Ofer Kenig, professor da Universidade de Ashkelon, avalia que Netanyahu busca um “empate estratégico” para impedir que o bloco de Eisenkot forme governo. Sem uma nova coalizão, o primeiro-ministro permaneceria interinamente no cargo.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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