NOVA DÉLHI — Líderes dos países do BRICS se reuniram neste sábado, 12, em Nova Délhi, na Índia, para uma cúpula dedicada a comércio, investimentos e conflitos globais. O encontro ocorre enquanto o bloco busca ampliar a influência de países emergentes e em desenvolvimento na definição da agenda internacional.
O primeiro-ministro indiano Narendra Modi recebe o presidente russo Vladimir Putin, o presidente chinês Xi Jinping, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e representantes dos outros oito membros do BRICS. A reunião é realizada em um cenário de guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, além do aumento das tensões entre os Estados Unidos e a China.
Segurança e agenda internacional
Milhares de policiais e integrantes de forças paramilitares foram mobilizados nos arredores do local da cúpula e em outras áreas de Nova Délhi. Restrições e desvios de trânsito foram adotados durante o encontro.
As conversas começaram com um discurso de Modi. O primeiro-ministro procurou afastar a percepção de que o BRICS teria como objetivo se opor a alianças lideradas por países ocidentais e apresentou o grupo como uma plataforma para ampliar a participação de economias emergentes e em desenvolvimento nos assuntos globais.
“O BRICS não é contra ninguém”, disse Modi. Segundo ele, o bloco chegou a um estágio de amadurecimento em que o Sul Global deve avançar para a condição de formador de regras na governança mundial. O primeiro-ministro também defendeu que a unidade e o consenso do grupo sejam transformados em resultados concretos.
Modi propôs ainda a criação de uma rede de marinheiros do BRICS voltada à segurança e ao bem-estar dos trabalhadores marítimos. A proposta foi apresentada em meio ao aumento dos riscos para esses profissionais provocado por interrupções no comércio marítimo relacionadas à guerra no Irã.
Os líderes devem tratar de cooperação econômica, energia, segurança alimentar, tecnologia, cadeias de suprimentos e reformas nas instituições globais. A redução da dependência do dólar americano também está entre as prioridades, com a defesa de maior uso das moedas nacionais no comércio e nos pagamentos e de alternativas às instituições financeiras dominadas pelo Ocidente.









