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Brics reúne líderes em Nova Déli com foco em cooperação e tensões internas

Cúpula ocorre em 12 e 13 de setembro, sem a presença de Lula e com divergências entre países do bloco.

Brics reúne líderes em Nova Déli com foco em cooperação e tensões internas
Foto: Alex Ferro/G20

A cúpula anual do Brics será realizada em 12 e 13 de setembro, em Nova Déli, capital da Índia. O encontro terá como eixos resiliência, inovação, cooperação e sustentabilidade, sob a presidência rotativa indiana, iniciada neste ano.

O embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, afirmou que cerca de 400 reuniões preparatórias foram realizadas antes da reunião de líderes. Segundo ele, o governo indiano busca transformar as prioridades de sua presidência em iniciativas de cooperação prática e resultados voltados ao desenvolvimento.

Brasil terá representação diplomática

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participará da cúpula. O Brasil será representado por uma comitiva de diplomatas e pelo chanceler Mauro Vieira. Outros ministros brasileiros não devem comparecer, e a expectativa é de que algumas pastas enviem representantes.

Apesar da participação brasileira, integrantes do governo avaliam que o encontro não deve produzir avanços significativos. A análise está relacionada às divergências dentro do bloco, agravadas pela guerra no Oriente Médio e pela política tarifária de Donald Trump.

Também há críticas à forma como a expansão do Brics foi conduzida, com poucos critérios e sem unidade entre os novos integrantes. O resultado, de acordo com a avaliação diplomática brasileira, foi uma dificuldade maior para construir coesão e consenso.

Expansão e composição do grupo

Criado em 2006 por Brasil, Rússia, Índia e China, o Brics incorporou a África do Sul em 2010. O grupo reúne países emergentes e começou voltado principalmente à cooperação econômica, mas ampliou sua atuação para outras áreas.

A expansão mais recente ocorreu em 2023, quando Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã formalizaram a entrada como membros plenos. A Arábia Saudita foi convidada, mas não concluiu os procedimentos necessários para ingressar.

Em 2025, a Indonésia passou a integrar o grupo junto dos países fundadores. No último ano, Nigéria, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Vietnã e Uzbequistão foram anunciados como países parceiros, com poder de decisão menor que o dos membros plenos. Atualmente, o Brics tem 11 países membros e 10 parceiros.

Divergências entre Irã e Emirados Árabes Unidos

A reunião de chanceleres realizada em maio expôs as dificuldades de consenso. Irã e Emirados Árabes Unidos, ambos membros plenos, trocaram acusações relacionadas à guerra no Oriente Médio.

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que seu país inicialmente tentou não levar o conflito para o encontro, para preservar a unidade do Brics. A postura mudou depois que o representante dos Emirados acusou o Irã de ataques terroristas contra o país.

Desde o início da guerra com os Estados Unidos, forças iranianas passaram a bombardear posições norte-americanas em países vizinhos. Autoridades dos Emirados afirmam que os ataques atingiram instalações militares e posições civis.

Após o confronto diplomático, o Irã acusou os Emirados de apoiar os Estados Unidos e Israel. A reunião terminou sem uma declaração conjunta dos membros. A presidência indiana divulgou um documento com ressalvas porque não houve acordo sobre referências à Faixa de Gaza e sobre bloqueios marítimos no Mar Vermelho e no Estreito de Bab el-Mandeb impostos pelos Houthis, grupo apoiado pelo Irã que controla partes do Iêmen desde 2014.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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