A Suprema Corte do Reino Unido determinou que a Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco, não poderá vender, transferir ou alterar o controle de 90% das ações da SAF do Botafogo. A liminar foi concedida nesta quarta-feira (10), enquanto processos relacionados à disputa continuam em análise pela Justiça brasileira.
A decisão também proíbe medidas que possam reduzir o valor das ações ou dos ativos envolvidos no caso. O descumprimento da ordem pode resultar em sanções por desacato à Justiça do Reino Unido.
A defesa de John Textor avalia que a determinação favorece o empresário e pode dificultar uma negociação da SAF com a GDA. O clube social, porém, afirma que havia recorrido à Justiça brasileira com o objetivo de impedir que a Cork Gully vendesse as ações a qualquer interessado que não fosse o próprio Botafogo.
Textor tenta recuperar o controle da SAF desde que as ações passaram a ser administradas por uma estrutura ligada ao clube social. Após a liminar, ele afirmou que o momento deve servir para buscar estabilidade e reorganizar o Botafogo.
“A decisão de hoje é um passo importante para trazer clareza e estabilidade ao Botafogo. Tenho um enorme respeito pela torcida do Botafogo”, disse Textor. O empresário também declarou que está aberto a conversar com representantes do clube social e defendeu os parceiros estratégicos que participam da tentativa de retomada do controle da SAF.
“Apesar das nossas diferenças, continuo aberto ao diálogo com os responsáveis pelo Clube Social”, afirmou. Para Textor, o grupo que o acompanha reúne capital e experiência para contribuir com a recuperação financeira e esportiva do clube.
A SAF Botafogo adotou uma posição diferente. Em manifestação após a decisão, a atual gestão afirmou que a definição sobre o controle da sociedade deverá ocorrer no Brasil e mencionou decisões desfavoráveis a Textor em processos brasileiros.
A SAF também declarou que conduz a transição para o novo investidor e classificou as movimentações do empresário como novas tentativas de gerar instabilidade. A disputa continua em diferentes frentes judiciais, sem definição sobre quem ficará com o controle da SAF.









