Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, consolidou uma economia baseada em educação tecnológica, indústria e inovação. Com 42.517 habitantes estimados em 2025, o município ficou conhecido como Vale da Eletrônica, em uma referência às atividades de eletrônica, telecomunicações e informática desenvolvidas na cidade.
A transformação ocorreu sobre uma base econômica antes ligada principalmente ao café e ao leite. A formação especializada abriu espaço para empresas e iniciativas de empreendedorismo, aproximando escolas, profissionais e negócios.
Educação como ponto de partida
A Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa foi fundada em 1959 e é considerada a primeira instituição da América Latina especializada em eletrônica. Em 1965, o Inatel passou a oferecer a primeira formação brasileira de engenharia direcionada especificamente às telecomunicações.
A estrutura educacional foi ampliada com a FAI, o SESI/SENAI, incubadoras e programas de pré-incubação. Essas iniciativas contribuíram para manter estudantes, técnicos, engenheiros e empresas conectados no município.
Empresas e diversidade de produtos
A FAI informa que o Arranjo Produtivo Local de Eletroeletrônicos reúne cerca de 153 empresas e gera aproximadamente 14,7 mil empregos. O conjunto desenvolve mais de 14 mil itens para diferentes mercados.
As atividades abrangem eletrônica, telecomunicações, segurança, informática, radiodifusão, automação industrial, tecnologia da informação e equipamentos eletromédicos. A variedade faz com que o polo não dependa de um único tipo de produto e mantém a pesquisa aplicada ligada à produção.
A concentração de empregos e empresas chama atenção pela dimensão do município. A população pouco acima de 42 mil habitantes convive com um setor tecnológico expressivo, algo que diferencia Santa Rita do Sapucaí de polos associados a grandes regiões metropolitanas.
Tecnologia entre montanhas e vales
A cidade está na bacia do Rio Sapucaí, em uma área de montanhas e vales. Documento municipal de 2026 registra altitude aproximada de 821 metros e território próximo de 353 km².
Nesse ambiente, empresas de automação, telecomunicações e eletrônica dividem espaço com agricultura e cidades pequenas do Sul de Minas. A identidade econômica local foi construída ao longo de décadas pela conexão direta entre ensino, empreendedorismo e tecnologia.








