As importações brasileiras de diesel totalizaram cerca de 1,2 milhão de metros cúbicos em agosto, o menor volume para esse mês desde 2020. O resultado representa recuo de 18% ante julho e de 6% na comparação com agosto do ano passado, conforme avaliação dos analistas Gabriel Barra e Pedro Ferreira de Mello, do Citi.
A redução ocorreu em um cenário de oferta global mais apertada e de aumento da diferença entre os preços domésticos e as cotações internacionais. Para setembro, o banco projeta uma nova queda nas compras externas de diesel, associada à ampliação desse diferencial de paridade de preços. A expectativa é de redução dos estoques internos.
Gasolina e atuação da Petrobras
Os desembarques de gasolina chegaram a 550 mil metros cúbicos em agosto. O volume caiu 19% em relação a julho, mas cresceu 280% na comparação anual. A alta é relacionada à menor produção doméstica e à demanda resiliente.
Os analistas avaliam que a Petrobras pode ter respondido por uma parcela relevante das importações de diesel e gasolina no mês. A movimentação teria servido para contornar paradas industriais em unidades de refino da empresa.
Para as grandes distribuidoras de combustíveis, o Citi considera o cenário favorável à manutenção e à expansão das margens de rentabilidade no terceiro trimestre.








