Economia

Protestos nas estradas acompanham alta recorde dos combustíveis em Portugal

Diesel chegou a 2,169 euros por litro, enquanto motoristas protestaram em Lisboa e diante da refinaria de Sines.

Protestos nas estradas acompanham alta recorde dos combustíveis em Portugal

Motoristas realizaram protestos em diferentes pontos de Portugal durante a alta dos combustíveis que levou o diesel ao maior preço já registrado no país. Houve buzinaço na ponte 25 de Abril, entre Lisboa e Almada, e uma marcha lenta até a refinaria da Galp em Sines, no distrito de Setúbal.

A mobilização para o ato em Sines ocorreu por meio do WhatsApp e das redes sociais. A Guarda Nacional Republicana informou que entre 60 a 100 veículos participaram da marcha. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram carros com bandeiras portuguesas e cartazes com as frases “Basta ao aumento dos combustíveis” e “as famílias não aguentam mais”.

Preços e comparação europeia

As previsões do Automóvel Club de Portugal indicaram aumento de 15 cêntimos no diesel, para 2,169 euros por litro, e de 12 cêntimos na gasolina, para 2,142 euros por litro. Os valores não consideram a redução extraordinária do Imposto sobre Produtos Petrolíferos aplicada pelo governo português. Com a medida, os aumentos ficam em 12 cêntimos para o diesel e 9 cêntimos para a gasolina.

O preço da gasolina é o mais alto no país desde a crise energética provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022. Em outros países europeus, os combustíveis também subiram. Na Alemanha, a gasolina superou 2,203 euros por litro, acima do recorde registrado em março de 2022.

Portugal aparecia na 19.ª posição entre 21 países europeus no ranking de preço da gasolina. No diesel, ocupava o 17.º lugar. Em um relatório semanal da União Europeia que reúne os 27 países do bloco, o país estava na 20.ª posição no preço da gasolina com imposto e na 19.ª no diesel com imposto.

Governo nega ganhos com a alta

A ministra portuguesa do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que o aumento está alinhado ao observado no restante da Europa. Ela citou a redução do imposto sobre os combustíveis, a extensão do programa botija solidária e medidas de apoio aos setores agrícola e social.

Em resposta ao secretário-geral do Partido Socialista, Maria da Graça Carvalho declarou: “o Governo não está a lucrar com esta crise dos combustíveis”.

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos havia sido encarregada de analisar a formação dos preços. O estudo divulgado em meados de agosto não encontrou evidência de aproveitamento por parte dos operadores nem confirmou o fenômeno conhecido como “rockets and feathers”, em que os preços sobem rapidamente e recuam mais devagar.

O órgão regulador também atribuiu parte da diferença de preços em relação à Espanha aos impostos. Segundo a análise, a carga fiscal portuguesa permaneceu constante, em linha com a maioria dos países da União Europeia e da Zona Euro.

Pressões sobre o mercado

O aumento dos combustíveis na Europa foi associado ao conflito no Oriente Médio e ao bloqueio do estreito de Ormuz, que afetou as rotas comerciais. Especialistas também apontaram a limitação da capacidade de refinação, mesmo com a disponibilidade de petróleo bruto, com impacto principalmente sobre o diesel.

Outra medida em discussão é a criação de um imposto extraordinário sobre os lucros das empresas petrolíferas. Ministros de Portugal, Alemanha, Itália, Áustria, Polônia e Espanha enviaram uma carta ao ministro das Finanças da Irlanda para pedir que o tema seja debatido na próxima reunião de ministros das Finanças. O encontro está previsto para 18 e 19 de setembro, na Irlanda, que ocupa a presidência rotativa da União Europeia.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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