A União Europeia aprovou medidas para facilitar o conserto de eletrodomésticos e reduzir o descarte de produtos que ainda poderiam ser usados. As regras fazem parte da Diretiva do Direito à Reparação e de normas complementares de conceção ecológica.
Fabricantes terão de oferecer reparos, peças a preços acessíveis e manuais de manutenção por até dez anos, inclusive após o fim da garantia. O atendimento também deverá ser realizado quando o produto estiver fora da cobertura original. Se o conserto levar tempo demais, o consumidor terá direito a um equipamento temporário para substituição.
A legislação prevê ainda uma extensão automática de 12 meses da garantia para aparelhos reparados durante o período inicial de cobertura. Os equipamentos deverão ser montados com parafusos padrão, em vez de cola, permitindo a desmontagem com ferramentas básicas. Também ficam proibidos bloqueios de software utilizados para dificultar o trabalho de técnicos independentes.
O Eurostat estima que bens de consumo descartados antes do fim da vida útil produzam perto de 35 milhões de toneladas de resíduos por ano em toda a União Europeia. O custo das substituições chega a quase 12 bilhões de euros anuais.
Apesar de a maioria dos europeus descartar os aparelhos quando eles apresentam defeito, 77% afirmam preferir o reparo à compra de um produto novo, segundo um inquérito do Eurobarómetro. A UE pretende reduzir as substituições precoces ao ampliar as condições para manutenção e conserto.








