Economia

Diretor de documentário sobre Musk relata medo de críticos e aliados do empresário

Alex Gibney apresentou em Veneza filme que examina a influência política e econômica de Elon Musk.

Diretor de documentário sobre Musk relata medo de críticos e aliados do empresário

O diretor Alex Gibney afirmou que muitas pessoas tiveram medo de falar publicamente sobre Elon Musk durante a produção de um documentário sobre o empresário. O filme, com quase quatro horas de duração, foi apresentado nesta terça-feira no Festival de Cinema de Veneza e acompanha a trajetória de Musk desde a era dotcom até sua posição de influência sobre a política e o debate público.

“Havia um enorme medo de falar, realmente um medo quase existencial”, disse Gibney antes da exibição de “Musk”. Segundo ele, muitas pessoas consultadas se recusaram a dar entrevistas, com exceção de alguns participantes que aceitaram falar.

O documentário também aborda a relação de Musk com Donald Trump, a compra do Twitter, a redução de gastos do governo e a dependência de contratos federais. Gibney disse que começou a trabalhar no projeto em 2023 e que inicialmente pretendia fazer um filme mais curto. A participação política de Musk ampliou o escopo da produção, afirmou o diretor.

Musk, chefe da Tesla e da SpaceX, recusou o convite para ser entrevistado. Neste mês, ele criticou o documentário em sua rede social X, dizendo que Gibney era tendencioso e que faria um trabalho difamatório contra ele.

Críticas à atuação política

O filme apresenta uma versão de Musk criada por inteligência artificial, formada por frases ditas pelo empresário ao longo dos anos. Gibney afirmou que os advogados da produção autorizaram o uso do recurso.

Após a aproximação de Musk com o movimento MAGA, o documentário mostra seu apoio a causas políticas de extrema-direita em outros países, incluindo o partido Alternativa para a Alemanha (AfD). Para Gibney, o empresário busca uma agenda global de direita por razões ideológicas, práticas e financeiras. O diretor também disse considerar Musk uma ameaça à democracia mundial e afirmou que ele tem dificuldade com a empatia.

Ashley St. Clair, ex-parceira de Musk e mãe de um de seus filhos, participa do filme. Ela disse ter recusado um acordo de confidencialidade de US$40 milhões após o fim do relacionamento e declarou: “A relação mais complicada dele é com a verdade”.

“Musk” é exibido fora de competição no Festival de Cinema de Veneza, que vai até 12 de setembro.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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