Economia

Roberto Campos Neto defende ajuste fiscal e alerta para pressão sobre as contas públicas

Ex-presidente do Banco Central afirma que a dívida e os juros reduziram o espaço para ajustes nas contas do governo.

Roberto Campos Neto defende ajuste fiscal e alerta para pressão sobre as contas públicas

O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto afirmou que o ajuste fiscal das contas públicas brasileiras é inadiável. Em artigo publicado no domingo, 6, ele disse que o quadro atual reflete decisões acumuladas ao longo de diferentes administrações e criticou a lógica de “prometer agora, pagar depois”.

Campos Neto, atualmente vice-chairman do Nubank, avaliou que o Brasil entra na segunda metade desta década com as finanças públicas sob pressão. Para ele, o cenário não é resultado de um único governo, mas da combinação de medidas adotadas ao longo de duas décadas.

Dívida e juros

De acordo com os números apresentados no artigo, a dívida bruta do governo geral alcançou 82,5% do PIB em julho de 2026, o equivalente a R$ 10,9 trilhões. A despesa com juros consome cerca de 8,7% do PIB por ano, ou mais de R$ 1,15 trilhão nos últimos doze meses.

O déficit nominal, segundo Campos Neto, beira 10% do PIB. Com juros na casa dos 14% ao ano, ele afirmou que o governo se financia a um custo superior ao ritmo de crescimento da economia.

Na avaliação do ex-presidente do Banco Central, pisos constitucionais de saúde e educação, pensões indexadas ao salário mínimo real, aumento de transferências, desonerações tributárias e flexibilizações das regras fiscais ampliaram as despesas obrigatórias e reduziram o espaço para ajustes.

Campos Neto reconheceu avanços entre 2017-2020 e afirmou que a pandemia impôs custos extraordinários. No entanto, considerou que, em um período mais longo, o resultado foi um déficit estrutural que nenhum ciclo de crescimento conseguiu absorver. O artigo também apresenta uma “ilustração aritmética” sobre a situação fiscal brasileira em comparação com a de diversos países.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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