Ciência

Reanálise identifica escorpião de mais de 1 metro no registro fóssil

Praearcturus gigas viveu há cerca de 415 milhões de anos e foi identificado a partir de fósseis encontrados na Inglaterra e no País de Gales.

Reanálise identifica escorpião de mais de 1 metro no registro fóssil

Uma reanálise de fósseis preservados em coleções científicas desde o século XIX identificou um escorpião gigante que viveu há cerca de 415 milhões de anos. Batizado de Praearcturus gigas, o animal teria ultrapassado 1 metro de comprimento, segundo estimativa do Natural History Museum.

O estudo, publicado na revista Palaeontology em 2 de junho de 2026, concluiu que os materiais pertenciam a um escorpião do período Devoniano. Os fósseis foram encontrados em rochas das áreas que hoje correspondem à Inglaterra e ao País de Gales.

Como a espécie foi identificada

A classificação dos fósseis foi discutida durante décadas porque o material era fragmentário e algumas estruturas tinham interpretação difícil. A equipe comparou diferentes exemplares usando fotografias, desenhos anatômicos e dados tomográficos.

Entre os elementos analisados estão as pinças, que apresentam dedos fixos e móveis compatíveis com escorpiões; o esterno, cuja forma se assemelha à de escorpiões antigos já identificados; e a carapaça, com estruturas que reforçam a relação com o grupo. Fósseis que antes estavam separados também foram reunidos na mesma espécie.

A revisão coloca Praearcturus gigas como o maior escorpião conhecido no registro fóssil. A dimensão, porém, depende da reconstrução de restos incompletos. Escorpiões atuais têm tamanho muito menor, enquanto partes preservadas do animal já indicam proporções elevadas.

Possíveis hábitos

A University of Manchester destaca que o escorpião surgiu dezenas de milhões de anos antes dos artrópodes gigantes do Carbonífero. Os autores consideram possível que ele tivesse hábitos aquáticos ou anfíbios, hipótese que ajudaria a explicar seu tamanho e sua presença em ambientes de planície alagada.

A descoberta indica que grandes predadores artrópodes já existiam em uma fase inicial dos ecossistemas terrestres, antes do período normalmente associado ao gigantismo desses animais.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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