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Van Hattem promete impeachment de Dino após decisão sobre diretor da PF

Deputado do Novo acusa ministro do STF de crime de responsabilidade por reintegrar Andrei Rodrigues ao comando da PF.

Van Hattem promete impeachment de Dino após decisão sobre diretor da PF
Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) anunciou nesta quarta-feira, 9, que vai protocolar um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. A iniciativa foi apresentada após Dino determinar o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

Van Hattem acusa o ministro de cometer crime de responsabilidade e afirma que usará medidas jurídicas contra a decisão. Em uma publicação no X, escreveu: “Isso não passará impune! Estamos protocolando pedido de impeachment contra Dino por crime de responsabilidade”.

O parlamentar questiona a forma como o caso foi decidido. Segundo ele, Dino teria reconhecido que a controvérsia deveria ser analisada pelo Plenário do STF, mas tomou a decisão individualmente, sem aguardar o colegiado. Van Hattem também afirma que a medida teria, na prática, suspendido uma decisão apoiada pela maioria de um órgão colegiado da Corte.

Outro ponto levantado pelo deputado é o processo em que Dino proferiu a decisão. Van Hattem sustenta que a ordem de afastamento foi determinada por Mendonça na PET 16.662, enquanto o pedido para suspender seus efeitos foi apresentado na PET 16.669, sob relatoria de Dino. Para o parlamentar, os processos tratam de objetos diferentes.

Argumentos apresentados por Dino

Ao reintegrar Andrei Rodrigues, Flávio Dino afirmou que a decisão de Mendonça apresentava falhas processuais. O ministro também declarou que o Novo não tinha legitimidade para pedir uma medida cautelar de natureza penal contra integrantes da PF.

Dino citou o Código de Processo Penal para afirmar que medidas cautelares podem ser solicitadas pelas partes, pela autoridade policial ou pelo Ministério Público. Partidos políticos não estariam entre os legitimados, segundo a decisão. Por isso, o ministro considerou que a falta de legitimidade do Novo comprometia integralmente o afastamento.

A decisão também contestou a competência de Mendonça para analisar o pedido. Dino informou que o presidente do STF, Edson Fachin, havia aberto um procedimento para que o Plenário examinasse relatórios da PF relacionados à controvérsia. Alexandre de Moraes e o próprio Mendonça foram chamados a se manifestar nesse procedimento.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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