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Intelis questiona metodologia de relatório da PF usado contra Mendonça

Associação de profissionais da Abin diz que documento não deve substituir procedimentos de investigação criminal.

Intelis questiona metodologia de relatório da PF usado contra Mendonça
Foto: Antonio Augusto/STF

A Intelis, associação que reúne profissionais de inteligência de Estado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), afirmou que o relatório da Polícia Federal utilizado por Alexandre de Moraes contra André Mendonça não segue os parâmetros metodológicos da atividade de inteligência. Para a entidade, documentos desse tipo não devem ser empregados como instrumentos de investigação criminal.

A manifestação ocorreu depois de Moraes usar o material para apontar “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade atribuídos a Mendonça. O ministro também solicitou a inclusão do colega no inquérito das fake news.

Questionamentos sobre o documento

De acordo com a Intelis, a atividade de inteligência envolve etapas como coleta, avaliação, análise, validação e difusão de informações. A associação afirmou que o relatório divulgado não apresenta características compatíveis com esse método e destacou que o próprio documento da PF é classificado como material de trabalho sem valor probatório.

O relatório não tem cabeçalho oficial da corporação nem assinatura de delegado. O conteúdo reúne análises sobre a atuação de Mendonça e relatos anônimos a respeito de uma suposta tentativa de interferência do ministro em acordos de delação da Polícia Federal. Também registra alegações sobre a relação de Mendonça com o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A Intelis sustentou que relatórios de inteligência servem para examinar fatos, situações, ameaças, riscos e cenários relevantes, produzindo informações para a tomada de decisões. A entidade ressaltou que esse trabalho não substitui procedimentos de investigação nem deve formar elementos de autoria e materialidade para uma acusação criminal.

Debate no Supremo

A associação defendeu uma separação entre inteligência de Estado e investigação criminal e afirmou que o episódio reforça a necessidade de regras mais claras para o setor. A Intelis também apoiou a análise de um projeto em tramitação no Senado que estabelece diretrizes para a atividade.

O relatório foi utilizado por Moraes após Mendonça retirar o sigilo de documentos da PF com registros de mensagens e encontros entre o ministro e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Depois, Edson Fachin, presidente da Corte, determinou a retirada do inquérito das fake news do despacho em que Moraes pediu a investigação de Mendonça.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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