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Mensagens de Vorcaro levantam questionamentos sobre atuação de Moraes no caso

Relatório da Polícia Federal reúne mensagens do banqueiro e teve o sigilo retirado por André Mendonça no Supremo Tribunal Federal.

Mensagens de Vorcaro levantam questionamentos sobre atuação de Moraes no caso
Foto: Antonio Augusto/STF

Brasília discute se um ministro do Supremo Tribunal Federal pode julgar um caso em que seu próprio nome aparece em mensagens do investigado. O debate envolve Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso.

Na terça, 1º, o ministro André Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Vorcaro e Moraes. Mendonça também determinou que o processo fosse analisado em sessão pública pelo plenário do Supremo.

O documento registra mensagens enviadas por Vorcaro em 17 de novembro, horas antes de ele ser detido no aeroporto enquanto tentava embarcar para fora do país. Em uma delas, o banqueiro pergunta: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”. Dois dias antes, havia escrito: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”.

Em outra mensagem, Vorcaro menciona Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, conforme a interpretação apresentada pela própria PF. O banqueiro pergunta se seria possível reverter a situação com os dois e classifica o caso como “Muita sacanagem isso”.

Também há uma mensagem em que Vorcaro agradece a Moraes e afirma ter uma “dívida de vida” com o ministro. O conteúdo passou a integrar a discussão sobre a possibilidade de Moraes atuar no julgamento do caso.

A perícia destacou que o relatório é composto majoritariamente por mensagens enviadas por Vorcaro, sem respostas de Moraes. A exceção registrada no documento envolve o dia 17 de novembro. O material tornado público por Mendonça colocou no plenário do Supremo a análise do processo e da relação descrita nas mensagens.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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