BRASÍLIA — Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), confirmaram participação no desfile de 7 de Setembro, previsto para esta segunda-feira, 7, na capital federal.
A presença ocorre em meio à retomada da relação entre Alcolumbre e Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois haviam se afastado depois que o Senado rejeitou, no fim de abril, a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, eles voltaram a se aproximar.
Disputas no Congresso
Motta concorre à reeleição para a Câmara. Alcolumbre, por sua vez, tenta renovar o mandato no Senado e reúne apoio para continuar à frente da Casa em 2027.
O presidente do Senado também deixou de integrar o grupo ligado a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que apresentou Rogério Marinho (PL-RN) como candidato ao comando do Senado. A cúpula do PL estará em um ato na Avenida Paulista durante o 7 de Setembro.
Cerimônia em Brasília
O desfile começará às 9h, na Esplanada dos Ministérios. A programação terá como eixos a soberania nacional, o combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027. Lula não deve fazer discurso.
Para evitar associação com campanha eleitoral, o governo orientou apoiadores a não levar adesivos, santinhos ou outros itens de propaganda política. Movimentos sociais e servidores também foram mobilizados para ocupar as arquibancadas.
As Forças Armadas, atletas de diferentes modalidades e militares participarão da programação, que incluirá referências à vacinação. O governo ainda pretende abordar a soberania nacional em meio aos conflitos comerciais recentes com os Estados Unidos.
Alexandre de Moraes, ministro do STF, foi convidado para a tribuna de honra, mas não deve comparecer. Ele está no centro da crise envolvendo André Mendonça após a divulgação, pela Polícia Federal, de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.








