Brasil

Júlio Delgado atribui avanço de Augusto Cury à rejeição à polarização

Vice na chapa do Avante afirma que pesquisas levaram Cury a dois dígitos e que sua campanha passou a incomodar adversários.

CORRESPONDENTE POLÍTICO | Vice de Cury comemora: “Somos a agulha que vai furar a bolha”

O candidato a vice-presidente Júlio Delgado, da chapa de Augusto Cury (Avante), atribui o crescimento do presidenciável à combinação entre sua exposição em debates e sabatinas e a busca de uma alternativa à polarização política. Duas pesquisas divulgadas na segunda-feira (31) colocaram Cury em terceiro lugar na corrida eleitoral: 11% no levantamento BTG/Nexus e 7,8% na AtlasIntel.

Cury aparece atrás de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição, e de Flávio Bolsonaro (PL). Delgado afirmou que os acompanhamentos internos da campanha já indicavam uma alta na intenção de voto na semana anterior, mas que o desempenho acima de dois dígitos surpreendeu a própria equipe. “Só não imaginávamos que ultrapassaria os dois dígitos”, disse.

Exposição e reconhecimento

Delgado também relacionou o resultado ao fato de Cury já ter 8 milhões de seguidores antes do início da campanha. Na avaliação do candidato a vice, os debates e a sabatina ajudaram parte do público a associar o escritor de livros de autoajuda ao candidato à Presidência. Pessoas que conheciam os livros, segundo ele, passaram a reconhecer que se tratava da mesma pessoa.

Outro episódio citado por Delgado foi o confronto entre Cury e Renan Santos durante um debate. A equipe do Avante considera que a crítica de Cury ao tom agressivo do adversário foi interpretada como uma avaliação feita por um psicólogo. Para Delgado, eleitores que não escolhem Lula ou Flávio procuram uma opção fora do ambiente de confronto.

“Bateu a estafa no povo brasileiro”, afirmou Delgado, ao dizer que essa insatisfação não aparecia antes por falta de uma alternativa percebida pelos eleitores.

Propostas e reações

O candidato a vice disse que a reação nas redes sociais às propostas apresentadas por Cury indicaria que a candidatura começou a incomodar os adversários. Entre as ideias mencionadas estão a criação de um Ministério da Inteligência Artificial, o uso de drones no combate à violência contra a mulher e a ampliação da telemedicina para atender 80% dos casos de saúde de menor complexidade.

Delgado afirmou que as críticas tratam as propostas como absurdas, mas defendeu a aplicação de tecnologia na saúde e na segurança. Sobre os drones, explicou que eles poderiam identificar o rosto de um agressor, cruzar dados e ajudar a localizá-lo, com a prisão ocorrendo posteriormente. Também citou o uso desse recurso pelas forças policiais da China.

Para Delgado, as reações representam resistência a propostas associadas ao século 21. Ele afirmou que a evolução da candidatura dependerá dos próximos passos da disputa, mas disse considerar que Cury já rompeu a barreira de visibilidade que limitava seu desempenho.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5