Economia

Zelensky vê possibilidade de negociações entre Ucrânia e Rússia em 2026

Presidente ucraniano relaciona eventual avanço diplomático às eleições americanas e afirma que Moscou busca preservar relações com Trump.

Zelensky vê possibilidade de negociações entre Ucrânia e Rússia em 2026

O presidente da Ucrânia, Volodímir Zelensky, avalia que uma nova oportunidade para retomar as negociações de paz com a Rússia pode surgir ainda em 2026. Para ele, o calendário eleitoral dos Estados Unidos pode influenciar a disposição de Moscou para fazer concessões.

A avaliação ocorreu depois de Steve Witkoff e Jared Kushner se reunirem com autoridades russas e ucranianas no fim de semana. Os dois emissários americanos passaram três horas com Vladimir Putin no Kremlin no sábado e viajaram para Kiev no domingo.

Zelensky afirmou que a possível abertura russa estaria ligada ao interesse de Putin em manter boas relações com Donald Trump antes da eleição legislativa prevista para 3 de novembro nos Estados Unidos. Na avaliação do presidente ucraniano, o Kremlin poderia aceitar mudanças em suas posições para ajudar a fortalecer a imagem de Trump diante dos eleitores.

Energia e pressão militar

Após o encontro em Moscou, a equipe americana transmitiu aos ucranianos a mensagem de que os russos estariam dispostos a negociar. Zelensky, porém, demonstrou reservas sobre essa disposição, porque a intensificação dos ataques russos contraria o discurso de conciliação. Ainda assim, disse ter identificado abertura de Putin para discutir o processo negociador.

O presidente ucraniano também afirmou que a Rússia pretende usar a pressão sobre o sistema elétrico da Ucrânia como instrumento de barganha nas próximas semanas. Em resposta, Kiev tem atacado estruturas russas ligadas ao petróleo e ao gás e pediu novas sanções dos Estados Unidos contra Moscou.

Zelensky defendeu a retomada rápida do diálogo e disse que setembro e outubro serão importantes para encontrar uma saída negociada. Ao mesmo tempo, afirmou que a Ucrânia precisa preservar sua capacidade militar durante as conversas, apesar das limitações na defesa aérea e dos ataques de drones e mísseis russos.

A equipe americana deve apresentar a Trump as informações reunidas em Moscou e Kiev antes de continuar as consultas com representantes ucranianos e europeus. Até o momento, não há previsão de uma reunião direta entre autoridades russas e ucranianas.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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