Saúde

Combinação experimental força células de leucemia ao colapso energético

Estratégia desenvolvida na Universidade de Gotemburgo matou células de LMA e células-tronco leucêmicas em testes pré-clínicos.

Combinação experimental força células de leucemia ao colapso energético

Cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, desenvolveram uma estratégia experimental contra a leucemia mieloide aguda (LMA) que força as células cancerosas a manter atividade intensa enquanto reduz sua capacidade de produzir energia. O desequilíbrio leva ao colapso e à morte das células malignas.

Os resultados foram descritos em maio na revista Molecular Cancer. A combinação de dois medicamentos também eliminou células-tronco leucêmicas, população associada à manutenção da doença e a possíveis recaídas. A LMA se desenvolve no sangue e na medula óssea, responsável pela produção das células sanguíneas.

Como funciona a estratégia

A abordagem interfere na mTOR, proteína envolvida no controle do crescimento celular, da produção de componentes e da manutenção da atividade da célula. Para isso, os pesquisadores criaram o AcTor, uma molécula que impede a célula de reduzir seu ritmo de funcionamento quando há pouca energia disponível.

Com os mecanismos em conflito, a célula recebe sinais para continuar trabalhando, mas não dispõe de energia suficiente para sustentar esse esforço. O desgaste compromete seu funcionamento e pode provocar a morte celular.

Nos experimentos, houve efeito também em casos de LMA com alterações no gene TP53, característica associada a formas mais difíceis de tratar da doença e a um prognóstico menos favorável. Os pesquisadores ainda observaram a liberação da proteína ADM2.

“Observamos também que nosso tratamento desencadeou a liberação de uma proteína (ADM2), que, portanto, poderia servir como um biomarcador para a resposta ao tratamento”, afirmou Leif Eriksson, um dos líderes do trabalho. A substância poderá ser estudada como possível indicador da resposta à terapia e orientar estudos futuros.

Descoberta ainda não foi testada em pessoas

Os resultados permanecem restritos à fase pré-clínica, realizada antes dos estudos com voluntários humanos. A próxima etapa será avaliar com mais profundidade a segurança e a eficácia da estratégia para verificar se ela pode avançar para ensaios clínicos.

A eventual aplicação em pacientes dependerá de sucessivas etapas de avaliação. Portanto, o método ainda não está disponível para pessoas com leucemia.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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