Saúde

Anvisa planeja marco para ampliar testes controlados de inovação em saúde

Proposta deve definir critérios para sandboxes regulatórios e permitir que diferentes áreas da agência avaliem o uso do modelo.

Anvisa planeja marco para ampliar testes controlados de inovação em saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já utiliza ambientes experimentais em casos específicos e prepara uma norma geral para orientar a adoção desse modelo por diferentes áreas. A proposta de resolução deve ser apresentada à Diretoria Colegiada nas próximas semanas, conforme informou o diretor-presidente da agência, Leandro Safatle.

A primeira experiência foi um projeto-piloto para testar a personalização de produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes. Em outubro de 2025, a Anvisa abriu uma seleção de projetos para participar do ambiente controlado. A análise detalhada das propostas foi concluída em agosto deste ano. As empresas escolhidas ainda deverão apresentar os projetos e enviar informações adicionais. Depois, serão preparados protocolos específicos com regras temporariamente flexibilizadas, condições e prazos dos testes, além de medidas para acompanhar e reduzir riscos.

A agência também criou, em fevereiro deste ano, um sandbox voltado a atividades com cannabis para fins medicinais. O mecanismo permite testar, em pequena escala e fora do modelo industrial, ações de cultivo, produção de insumo farmacêutico vegetal e desenvolvimento, preparação e fornecimento de produtos à base de cannabis. A iniciativa pretende gerar dados e evidências para apoiar decisões regulatórias futuras.

A norma em preparação deverá reunir critérios, regras e orientações para o uso do Ambiente Regulatório Experimental, nome dado ao sandbox regulatório. A intenção é oferecer uma referência comum para que cada setor da Anvisa decida se o instrumento é adequado em determinada situação.

Segundo Safatle, o modelo pode dar mais flexibilidade à regulação de tecnologias inovadoras, permitindo testar abordagens e verificar se as regras existentes precisam ser ajustadas. Ele afirmou que a ferramenta é importante, mas ainda não tem regulamentação geral.

A possibilidade de incluir hospitais inteligentes está entre os temas avaliados. A iniciativa do Ministério da Saúde prevê o uso de tecnologias como inteligência artificial, big data, telemedicina e monitoramento remoto. A discussão envolve regras estruturais dos serviços de saúde elaboradas em 2002, quando essas tecnologias e formas de assistência não eram previstas.

Safatle disse que as áreas técnicas analisarão cada caso antes de decidir pela aplicação do instrumento, inclusive no caso dos hospitais inteligentes. O diretor-presidente afirmou ainda que a flexibilidade não significará redução das exigências de segurança, qualidade e eficácia.

O sandbox regulatório permite testar tecnologias, produtos ou modelos de serviço sob condições específicas e acompanhamento do órgão regulador. A ferramenta é especialmente considerada quando uma inovação não se ajusta completamente às normas em vigor, possibilitando avaliar adaptações antes da criação de regras permanentes.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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