SANTA CRUZ DO SUL — Santa Cruz do Sul confirmou dois novos casos de dengue desde o levantamento de 10 de agosto e chegou a 30 registros em 2026. Todos foram contraídos dentro do próprio município, classificados como casos autóctones.
As informações fechadas nesta segunda-feira, 7, mostram que a doença continua circulando durante o inverno. O total de notificações subiu de 549 para 562 em quase um mês. Desse conjunto, 529 foram descartadas e três ainda aguardam conclusão da análise.
A incidência passou de 23,4 para 24,9 casos por 100 mil habitantes. Apesar da elevação, o número de confirmações recentes foi baixo: apenas dois novos registros no intervalo analisado.
O município permanece classificado como infestado pelo Aedes aegypti. A identificação de casos autóctones no inverno indica a continuidade da circulação do mosquito em um período normalmente associado a uma transmissão menor.
Perfil dos casos
Pessoas de 20 a 29 anos formam o grupo mais atingido, com nove casos, ante oito no levantamento anterior. Entre os moradores de 10 a 14 anos, o total passou de três para quatro.
Também há sete registros na faixa de 50 a 59 anos; quatro entre 30 e 39 anos; quatro entre 40 e 49 anos; um de 60 a 69 anos; e um de 70 a 79 anos. Não foram registrados casos em crianças de até nove anos, pessoas de 15 a 19 anos ou moradores com mais de 80 anos.
As mulheres representam 18 dos casos confirmados, ou 60% do total. Os homens somam 12 registros.
A dengue costuma apresentar maior ocorrência no Rio Grande do Sul entre as semanas epidemiológicas 12 e 22, principalmente de março a maio. Mesmo fora desse intervalo, Santa Cruz do Sul teve novas confirmações. O município não registrou mortes pela doença em 2026.









