O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta terça-feira 8 que Ahmed Mohamad Oliveira Andrade deixe de usar tornozeleira eletrônica. Ex-ministro do Trabalho e da Previdência no governo de Jair Bolsonaro, Ahmed era monitorado desde novembro de 2025. Ele também foi identificado anteriormente como José Carlos Oliveira.
A decisão atendeu a uma solicitação da Procuradoria-Geral da República. Na avaliação da PGR, o investigado não apresentou conduta capaz de prejudicar o andamento das apurações, razão pela qual o fim do monitoramento foi considerado adequado.
Investigação sobre descontos no INSS
Relatório da Polícia Federal aponta que Ahmed teria recebido pelo menos 100 mil reais em propina da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, conhecida como Conafer. A entidade está entre as organizações investigadas por descontos ilegais aplicados a aposentadorias e benefícios previdenciários do INSS.
As investigações indicam que Ahmed teria ajudado a Conafer a conduzir o esquema enquanto comandava o ministério. Os investigadores também apontam uma possível atuação dele depois da saída da pasta, quando ocupou a presidência do INSS entre novembro de 2021 e março de 2022.
A decisão de Mendonça alcançou outras pessoas ligadas ao caso. Samuel Chrisostomo do Bomfim Junior, apontado como responsável pela operação financeira da Conafer, também será libertado do uso da tornozeleira.
Pedro Alves Corrêa Neto, servidor do Ministério da Agricultura, e Gilmar Stelo, descrito como operador jurídico e financeiro de Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, igualmente deixarão de ser monitorados por equipamento eletrônico. A decisão não altera a investigação sobre os descontos em benefícios previdenciários nem as suspeitas descritas no relatório da Polícia Federal.









