Política

Afastamento do diretor da PF divide governistas e oposição no Congresso

Bancada do PT classifica decisão de André Mendonça como ilegal, enquanto parlamentares bolsonaristas defendem a autonomia da Polícia Federal.

Afastamento do diretor da PF divide governistas e oposição no Congresso
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal provocou reações opostas no Congresso Nacional. Parlamentares governistas contestaram a medida, enquanto integrantes da oposição ligada ao bolsonarismo elogiaram a atuação do ministro e afirmaram que ele protegeu a autonomia da corporação.

Em nota divulgada nesta terça-feira (8), a bancada do PT na Câmara manifestou repúdio ao afastamento. O documento, assinado pelo líder Pedro Uczai (SC), afirma que a decisão representa uma intervenção na autonomia administrativa e funcional da Polícia Federal e invade atribuições do Poder Executivo.

Os deputados petistas sustentam que a PF é um órgão de Estado subordinado administrativamente ao Executivo e que cabe ao presidente da República nomear seu diretor-geral. Para a bancada, ao afastar o dirigente máximo da instituição, Mendonça teria ultrapassado os limites da jurisdição e assumido uma prerrogativa presidencial.

A nota também relaciona a decisão ao momento em que a Polícia Federal conduz investigações de grande repercussão política, como a do Banco Master. Os petistas afirmam que o afastamento interfere na instituição responsável pelos inquéritos e beneficia o campo político da família Bolsonaro. O documento ainda menciona que Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro.

Parlamentares bolsonaristas apresentaram uma avaliação diferente. Eles disseram que a decisão reage a uma suposta politização da Polícia Federal e defenderam que a corporação não fique subordinada ao governo.

“A Polícia Federal é uma instituição de Estado e precisa estar acima de qualquer projeto político”, afirmou o deputado Sargento Gurgel (PL-RJ). Segundo ele, indícios de interferência ou uso político da máquina pública justificam a atuação das autoridades para preservar a independência e a credibilidade da instituição.

O deputado Rodrigo Valadares (PL-SE) afirmou que havia subserviência da PF ao governo e parabenizou Mendonça pela decisão.

No Senado, Carlos Viana (PSD-MG) declarou ter protocolado uma representação com pedido de prisão preventiva de Andrei Rodrigues, além do afastamento. O senador também solicitou investigação criminal sobre um suposto uso da estrutura de inteligência da PF para monitorar André Mendonça, com a apuração de quem teria ordenado, executado e recebido os relatórios.

“Se a estrutura de inteligência da Polícia Federal foi usada ilegalmente, afastamento não encerra o caso”, declarou Viana.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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