Política

Rejeição iguala Lula e Flávio Bolsonaro, e petista revê discurso eleitoral

Presidente passou a defender investigação de ministros do STF e admitiu que o custo de vida afeta a avaliação do governo.

Rejeição iguala Lula e Flávio Bolsonaro, e petista revê discurso eleitoral

A distância entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro diminuiu na corrida presidencial, enquanto os dois passaram a registrar o mesmo índice de rejeição. Pesquisa Datafolha divulgada nessa sexta-feira (11) mostrou que 46% dos entrevistados disseram que não votariam em nenhum dos dois de jeito nenhum. No primeiro turno, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 35% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do petista caiu de cinco para quatro pontos.

Mudança na abordagem sobre o Supremo

A nova configuração das pesquisas ocorreu no momento em que Lula começou a modificar a forma de tratar temas explorados pelos adversários. Em entrevista ao SBT Brasil na quinta-feira (10), o presidente afirmou que Alexandre de Moraes deve ser investigado e punido se for considerado culpado. Também citou André Mendonça e Edson Fachin ao defender que qualquer autoridade responda por eventuais irregularidades.

“Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar”, disse Lula. A declaração marcou uma mudança em relação à defesa anterior de punições genéricas e ao apoio ao levantamento total do sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

Flávio Bolsonaro e lideranças do PL vinham associando Lula a Moraes, relator do processo sobre a tentativa de golpe que levou à prisão o ex-presidente Jair Bolsonaro. O discurso ganhou força desde o ato na Avenida Paulista no feriado de Sete de Setembro. Agora, Lula tenta separar sua imagem da do ministro do Supremo Tribunal Federal e também passou a defender mandatos fixos para integrantes da Corte.

Custo de vida entra no discurso

O presidente reconheceu que os resultados positivos da economia não impediram a insatisfação da população. Segundo ele, a inflação está sob controle e o desemprego está no menor nível, mas “o custo de vida está caro”. Lula afirmou que o governo não correspondeu à expectativa da sociedade nesse aspecto.

Na mesma entrevista, atribuiu ao antecessor a alta dos preços dos alimentos. Lula disse que herdou uma inflação de alimentos de 56% e que, em seu governo, o índice chegou a 13%. Também afirmou que o salário mínimo, antes, comprava 1,8 de uma cesta básica e agora compra 2,1.

A alteração do discurso ocorreu após alertas de aliados, entre eles Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha em São Paulo. Eles defenderam uma mensagem de esperança e emoção, além de uma resposta mais firme aos adversários. Até então, a campanha priorizava a comparação entre governos, a defesa do legado de Lula e a soberania nacional.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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