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Mau hálito persistente pode ter causas além da higiene bucal

Alterações na gengiva, na língua, na saliva, nas amígdalas e em medicamentos podem contribuir para o odor recorrente.

Mau hálito persistente pode ter causas além da higiene bucal

O mau hálito persistente nem sempre está ligado apenas à escovação. Quando o odor continua mesmo após a higiene bucal, a origem pode estar na língua, na gengiva, nos dentes, na redução da saliva ou em outras condições que precisam ser avaliadas por um profissional.

O cirurgião-dentista Fernando Ferraz afirma que o tratamento não deve se limitar a mascarar o cheiro. “Quando ele é frequente, precisamos entender de onde está vindo”, explica. O problema também pode afetar a autoestima e a convivência social.

Possíveis causas

O sangramento recorrente da gengiva pode indicar gengivite ou doença periodontal. O sangue na boca favorece a ação de bactérias e pode contribuir para o odor desagradável. Interromper o uso do fio dental por causa do sangramento pode aumentar o acúmulo de placa bacteriana e piorar a inflamação. Se o quadro persistir, é necessário procurar um dentista.

Outra causa é a saburra lingual, uma camada esbranquiçada ou amarelada que se acumula principalmente na parte posterior da língua. Ela reúne células desprendidas da mucosa, microrganismos, componentes da saliva e restos de alimentos. A limpeza pode ser feita com um limpador de língua, de forma delicada, sem raspar com força ou tentar remover todo o material até deixar a língua completamente rosada.

A boca seca também pode alterar o hálito. A saliva ajuda na proteção e na limpeza natural da cavidade oral. Quando sua produção diminui, resíduos e microrganismos permanecem por mais tempo na boca. Baixa ingestão de líquidos, respiração pela boca e alterações na produção de saliva estão entre as possibilidades mencionadas por Ferraz.

Alguns medicamentos, como antidepressivos, antialérgicos e anti-hipertensivos, podem reduzir o fluxo salivar. A orientação é não interromper uma medicação prescrita. O dentista deve conhecer os remédios usados pelo paciente e avaliar se existe relação com a boca seca.

Cáseos amigdalianos, conhecidos como pequenas bolinhas brancas ou amareladas nas amígdalas, também podem provocar mau hálito. Eles se formam pelo acúmulo de resíduos, células e microrganismos nas cavidades das amígdalas. Quando aparecem com frequência ou vêm acompanhados de outros sintomas, pode ser necessária avaliação com um otorrinolaringologista.

Cáries, próteses mal higienizadas e restaurações com problemas podem criar áreas que retêm alimentos e placa bacteriana. Nesses casos, escovar os dentes várias vezes ao dia pode não resolver o problema se a região continuar sem uma limpeza adequada.

Alho, cebola e bebidas alcoólicas podem causar alterações temporárias no hálito. O tabagismo também contribui para o mau odor, enquanto longos períodos sem comer podem modificar o hálito em algumas pessoas.

Uso de enxaguantes

O enxaguante bucal pode produzir uma sensação de frescor sem eliminar a causa do odor. A boca abriga uma diversidade de microrganismos que participa do equilíbrio desse ambiente. Por isso, produtos com ação terapêutica ou antisséptica devem ser usados quando houver indicação profissional e pelo período recomendado.

Balas, sprays e outros produtos refrescantes também podem apenas disfarçar temporariamente o cheiro. “Mascarar o cheiro não significa tratar o problema”, alerta Fernando Ferraz.

Quando buscar avaliação

Alterações no hálito ao acordar ou após determinados alimentos podem ser passageiras. A investigação é indicada quando o odor persiste ao longo do dia ou aparece com frequência apesar de uma boa higiene bucal. Como o olfato pode se adaptar ao cheiro, a própria pessoa nem sempre percebe a mudança.

Nessas situações, o dentista deve avaliar a boca e identificar a origem do problema. Se as causas bucais forem descartadas, o profissional pode orientar a investigação com outros profissionais de saúde. Para Fernando Ferraz, não há uma solução única porque as causas são variadas.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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