Política

Queda nas travessias não impede novos protestos em Portsmouth e Dover

Manifestações bloquearam vias e acessos portuários após a chegada de cerca de 140 migrantes pelo Canal da Mancha.

Queda nas travessias não impede novos protestos em Portsmouth e Dover

As travessias do Canal da Mancha diminuíram em agosto, mas novos protestos contra a chegada de migrantes bloquearam estradas em Portsmouth e o acesso ao porto de Dover durante o fim de semana. O governo britânico classificou como arruaceiros os manifestantes envolvidos na mobilização de domingo.

O Ministério do Interior do Reino Unido informou que as chegadas em agosto atingiram o menor nível desde o início dos registros, em 2018. Também apontou que a quantidade de migrantes foi a mais baixa desde 2020. Ainda assim, cerca de 16.513 pessoas cruzaram o canal em pequenos barcos desde o começo do ano.

A manifestação em Portsmouth aconteceu depois que aproximadamente 140 migrantes chegaram em uma embarcação. As autoridades francesas disseram que o barco partiu da Baie de Seine, na Normandia, em uma rota considerada mais longa e arriscada do que os trajetos normalmente iniciados perto de Calais, com chegada nas proximidades de Dover.

Agentes da polícia usaram escudos antitumulto para formar um cordão em torno dos ônibus que levaram os migrantes a um centro de processamento. Fontes oficiais informaram que a transferência foi concluída. O Ministério do Interior britânico afirmou que o direito ao protesto pacífico é fundamental, mas não pode resultar em desordem.

A comissária da Polícia e do Crime de Hampshire, Donna Jones, disse que o episódio representa um sinal de alerta para o governo. Segundo ela, houve manifestações pacíficas, mas crimes também foram cometidos e serão investigados. Jones afirmou que possíveis detenções poderão ser baseadas nas imagens coletadas como prova.

Rotas e impacto político

A mobilização de domingo ocorreu após outra manifestação, no sábado, quando pessoas mascaradas bloquearam o acesso ao porto de Dover. Chegadas ao condado de Hampshire, onde fica Portsmouth, continuam sendo extremamente raras.

O deputado conservador Joe Robertson classificou a situação como extremamente preocupante e levantou a possibilidade de traficantes de pessoas estarem usando novas rotas para embarcações maiores. O número médio de passageiros por barco aumentou nos últimos meses.

As travessias representam uma pequena parcela das chegadas ao Reino Unido, que passam de 800.000 pessoas, em sua maioria por vias legais, com vistos de estudante ou de trabalho. A questão continua impulsionando o apoio ao Reform UK e mantém a migração entre os temas políticos mais voláteis da Europa.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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