O ato convocado para esta segunda-feira na Avenida Paulista, em referência ao Sete de Setembro, terá como uma das principais pautas a defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A manifestação também deve levar às ruas as bandeiras “Fora, Moraes” e “Fora, Lula”, além de críticas ao governo e da defesa de anistia para presos pela tentativa de golpe de Estado em 2022.
A mobilização foi incorporada à campanha de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, em um movimento voltado especialmente aos eleitores evangélicos. Mendonça é ligado à Igreja Presbiteriana e chegou ao STF em 2021, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro como o ministro “terrivelmente evangélico”.
A reação política ganhou força depois de um confronto entre Mendonça e o ministro Alexandre de Moraes. Na terça-feira (1), Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que registrava mensagens de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, dirigidas a Moraes. Em uma delas, Vorcaro perguntava se deveria deixar o Brasil por temer uma prisão.
Na quinta-feira (3), Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por suposto abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Também acusou o colega de quebra da imparcialidade judicial e favorecimento de grupos políticos.
Disputa entre evangélicos
A estratégia do bolsonarismo ocorre após uma pesquisa Quaest divulgada em 16 de agosto indicar crescimento de Luiz Inácio Lula da Silva entre os evangélicos. A aprovação do desempenho do presidente nesse segmento chegou a 50%, ante 44% em junho.
O próprio Mendonça publicou um vídeo na quarta-feira (2) para agradecer mensagens de oração e apoio. A gravação foi compartilhada por lideranças bolsonaristas, entre elas Carlos Jordy e Bia Kicis. Michelle Bolsonaro também divulgou uma mensagem em defesa do ministro e afirmou que ele era “escolhido e ungido do Senhor”.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, afirmou que a inclusão do “Fora Moraes” deve ampliar a mobilização. A campanha de Lula, por sua vez, teme que o eleitor associe Moraes ao presidente, conforme a narrativa bolsonarista.








