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Avanço da AfD abala governo alemão após eleição na Saxônia-Anhalt

Partido alcançou 43,8% dos votos e 39 cadeiras, enquanto a CDU de Friedrich Merz ficou com 17,2% no estado.

Avanço da AfD abala governo alemão após eleição na Saxônia-Anhalt

A copresidente da AfD, Alice Weidel, defendeu que o chanceler alemão, Friedrich Merz, deixe o cargo até o Natal após o desempenho do partido nas eleições de domingo em Saxônia-Anhalt. Merz deverá reunir-se com o gabinete na capital para conversas de crise.

A AfD obteve 43,8% dos votos e conquistou 39 dos 83 assentos do parlamento estadual, conforme os resultados finais preliminares. O partido não alcançou a maioria absoluta. Os resultados oficiais eram esperados para segunda-feira à noite.

Derrota para a CDU

O resultado interrompe o domínio da União Democrata-Cristã da Alemanha (CDU), partido que liderou Saxônia-Anhalt durante 24 anos. A legenda recebeu 17,2% dos votos.

O deputado da CDU no Bundestag, Günter Krings, classificou o desempenho como um “resultado devastador” e afirmou que a percepção e a credibilidade do partido estão em seus níveis mais baixos. Para ele, o avanço da direita deve incentivar esse campo político na União Europeia.

Krings também questionou a responsabilidade do bloco europeu diante da insatisfação dos eleitores. A CDU é o partido de Merz, que tem permanecido longe dos holofotes desde a eleição estadual.

Repercussão em Bruxelas

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, estará em Berlim na quarta-feira e se reunirá com Merz. A visita faz parte de uma viagem pelas capitais dos Estados-membros para ouvir líderes sobre expectativas, ambições e reclamações relacionadas à situação da União Europeia.

A agenda oficial está ligada ao quadro financeiro plurianual do bloco, o orçamento de longo prazo. Na quinta-feira, Costa também deverá se reunir com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez. A crise migratória em Ceuta estará entre os temas que podem se ampliar nessa conversa.

O resultado em Saxônia-Anhalt pode influenciar as discussões entre Costa e Merz, em um momento de pressão política sobre o governo alemão. As declarações de Weidel acrescentaram ao resultado eleitoral uma cobrança direta pela saída do chanceler até o Natal.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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