O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou no domingo os riscos associados ao avanço da inteligência artificial (IA) e afirmou que pretende manter o país na liderança do setor. A declaração foi dada a repórteres em seu campo de golfe na Irlanda, durante uma pergunta sobre a necessidade de desacelerar ou regulamentar a tecnologia.
Trump afirmou que os Estados Unidos estão à frente da China em IA e disse que o país deve preservar essa posição. Para ele, preocupações recentes são levantadas por forças negativas e envolvem cenários que não devem se concretizar. O presidente também mencionou a possibilidade de criar salvaguardas, sem detalhar quais medidas poderiam ser adotadas.
As declarações ocorreram após uma semana de apreensão nos Estados Unidos. Dois pesquisadores da Anthropic alertaram que o desenvolvimento acelerado da IA poderia levar à extinção da raça humana em um futuro não muito distante.
Durante o mandato de Trump, a administração americana apoiou em grande parte as empresas de IA. Executivos do setor e outras companhias de tecnologia também apoiaram iniciativas do presidente. No início deste ano, porém, o Pentágono alertou para riscos relacionados ao modelo desenvolvido pela Anthropic.
Propostas para desacelerar o desenvolvimento
Depois dos alertas, alguns diretores-presidentes de empresas de IA passaram a defender uma redução no ritmo de evolução dos modelos. No sábado, Dario Amodei, diretor-presidente da Anthropic, apresentou uma proposta de três etapas para controlar o desenvolvimento e ampliar o tempo disponível para administrar os riscos.
Jacob Coxon, pesquisador da Anthropic que pediu demissão e participou dos alertas, defendeu a cooperação entre os Estados Unidos e outros países. Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC, ele disse: “Sinto que precisamos de coordenação internacional; caso contrário, corremos o risco de entrar na mesma corrida contra a China, o que poderia ser igualmente perigoso”.







