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Operação reforça fiscalização em Melilha após migrantes se esconderem em caminhões

Ação ocorreu durante a desmontagem de atrações de feira; autoridades também monitoraram o porto e relataram pressão migratória em Ceuta.

Operação reforça fiscalização em Melilha após migrantes se esconderem em caminhões

A desmontagem das atrações de feira levou à localização de cerca de 30 migrantes escondidos em caminhões que se preparavam para deixar a cidade. A ação ocorreu durante a madrugada de segunda-feira, no âmbito da Operação Feirante, criada para fiscalizar as tentativas de embarque clandestino rumo à Península Ibérica.

Até cerca das 6h30, agentes haviam encontrado os migrantes nos veículos usados para transportar os equipamentos da feira, conforme informaram fontes policiais. A operação teve vigilância reforçada no recinto das festas e no porto de Melilha. Feirantes também participaram: alguns avisaram a polícia ao perceberem pessoas escondidas, enquanto outros retiraram os migrantes dos compartimentos onde estavam.

Pressão migratória e fiscalização

As fontes policiais relacionaram o reforço deste ano ao aumento de menores estrangeiros não acompanhados na cidade e ao repunte migratório registrado no final de julho. A chegada superou a capacidade dos centros de acolhimento. A Polícia Nacional atuou no recinto da feira, enquanto a Guarda Civil ficou responsável pelo controle no porto, que passou a contar com uma inspeção antes do embarque para a Península.

A situação migratória também afeta Ceuta. A cidade continua marcada pela entrada de mais de 72.000 migrantes no final de julho. O ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, afirmou ser “impossível” determinar quantos ainda permanecem no local. Segundo ele, cerca de 4.000 pessoas voltaram voluntariamente ao Marrocos desde 10 de agosto.

O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, viajou a Bruxelas e tinha reuniões previstas para terça-feira com os comissários europeus do Interior e das Migrações, Magnus Brunner, e do Mediterrâneo, Dubravka Šuica. Também estavam previstos encontros com Manfred Weber, presidente do Partido Popular Europeu, e Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu.

Cerca de 500 pessoas protestaram no domingo, pedindo “medidas reais, soluções e expulsão”. No mesmo contexto, 21 migrantes foram detidos neste fim de semana por suposta participação no apedrejamento de uma patrulha militar e de agentes da Guarda Civil perto da praia do Trampolín. Não houve feridos registrados. Centenas de migrantes continuam dormindo na área, segundo as informações divulgadas.

Texto produzido pela Redação Horizonte do Dia com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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