CEUTA — O governo central da Espanha passou a usar o porto de Ceuta para alojar um milhar de migrantes e anunciou 309 milhões de euros em apoios para a cidade autónoma, enquanto a crise migratória continua provocando medidas institucionais no país.
A Guardia Civil concluiu, em relatório, que os avisos prévios não anteciparam a dimensão da entrada em massa registrada no fim de julho. O Ministério Público autorizou que a Audiência Nacional investigue o episódio.
No cenário europeu, a crise reacendeu o debate sobre migração na União Europeia. A Itália restabeleceu por um mês controles fronteiriços aéreos e marítimos com a Espanha. Os líderes europeus devem discutir o tema em outubro, durante o Conselho Europeu em Bruxelas.
Declarações do presidente americano
Donald Trump voltou a comentar a situação em uma publicação na Truth Social. Sem mencionar Ceuta de forma explícita, afirmou: “Muito triste o que está a acontecer em Espanha, um país com CONTROLO ZERO da sua fronteira”.
A declaração fez referência à entrada irregular de mais de 70 000 migrantes vindos do Marrocos no final de julho. A maioria retornou nos dias seguintes, mas pouco mais de 5 000 ainda permanecem na cidade, aguardando a tramitação de processos de devolução ou de asilo.
Nesta semana, Trump já havia classificado a Espanha como um país arruinado e relacionado suas críticas a divergências sobre despesas de defesa e à posição espanhola nos conflitos no Irão e em Gaza. Em entrevista à GB News, declarou: “Espanha será um país arruinado”.
Ele também disse que a entrada de migrantes em Ceuta era muito triste de ver e que nunca havia presenciado algo semelhante. As críticas ocorrem apesar de uma confirmação anterior de Trump de que a Espanha havia se redimido por completo na última reunião da OTAN.








